NOVO TRATAMENTO

SUS passa a oferecer novo tratamento para tipo agressivo de leucemia

Nova terapia será destinada a adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada que não podem se submeter à quimioterapia intensiva; prazo para implementação é de até 180 dias.

Publicado em 15/06/2026 às 10:08
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Adultos diagnosticados com leucemia mieloide aguda (LMA) e que não podem ser submetidos à quimioterapia intensiva terão acesso a uma nova opção de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde oficializou a incorporação da combinação dos medicamentos venetoclax e azacitidina para esse grupo específico de pacientes.

A medida foi publicada nesta segunda-feira (15), e a rede pública terá prazo de até 180 dias para disponibilizar a terapia.

A leucemia mieloide aguda é um tipo de câncer que afeta a medula óssea, responsável pela produção das células sanguíneas. A doença se caracteriza pela multiplicação descontrolada de células anormais, comprometendo a formação adequada de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.

A nova estratégia terapêutica será destinada principalmente a pacientes que, por fatores como idade avançada, fragilidade clínica ou outras condições de saúde, não conseguem tolerar os protocolos convencionais de quimioterapia, considerados mais agressivos.

Entre os sintomas mais frequentes da doença estão cansaço intenso, palidez, febre persistente, infecções recorrentes, surgimento de hematomas sem causa aparente e episódios de sangramento, especialmente nas gengivas e no nariz. Também podem ocorrer perda de peso, dores ósseas e suor noturno.

O venetoclax integra o grupo das chamadas terapias-alvo, atuando no bloqueio de proteínas que ajudam as células cancerígenas a sobreviver. Já a azacitidina interfere diretamente no crescimento e na multiplicação das células doentes. A combinação dos dois medicamentos tem se consolidado como uma importante alternativa para pacientes que não podem receber quimioterapia intensiva.

O diagnóstico da leucemia mieloide aguda costuma começar a partir de alterações identificadas em exames de sangue, como o hemograma. A confirmação depende de exames específicos da medula óssea e, em muitos casos, de testes genéticos que auxiliam na definição do tratamento mais adequado.

Embora o transplante de medula óssea continue sendo uma opção terapêutica com potencial curativo em determinados casos, especialmente entre pacientes mais jovens ou com maior risco de recaída, especialistas destacam que a ampliação do acesso a novas tecnologias representa um avanço importante no cuidado aos pacientes com a doença.

Com a incorporação ao SUS, a expectativa é ampliar as possibilidades de tratamento para pessoas diagnosticadas com leucemia mieloide aguda que, até então, tinham opções terapêuticas mais limitadas dentro da rede pública de saúde.

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