A trombose é uma doença grave, que representa importante causa de morte e invalidez. Ela ocorre quando o sangue coagula nos vasos
A trombose é uma doença grave, que representa importante causa de morte e invalidez no mundo todo. Ela ocorre quando o sangue coagula nos vasos sanguíneos, causando seu entupimento. O desprendimento do coágulo pode provocar complicações graves em curto ou longo prazo. Em curto prazo, ele pode se deslocar até o pulmão e obstruir uma artéria, causando uma embolia pulmonar. Em longo prazo, o risco é a insuficiência venosa crônica, que ocorre em virtude da destruição das válvulas situadas no interior das veias encarregadas de levar o sangue venoso de volta ao coração.
De acordo com o cirurgião vascular Marcone Lima Sobreira, a maioria das pessoas assusta-se quando se fala em trombose, porque a associam à amputação da extremidade comprometida, como braços ou pernas. “A trombose arterial tem o risco de evoluir dessa forma, mas a trombose venosa, que deve ter o maior foco de prevenção, não. São duas patologias diferentes, que devem ser tratadas de forma adequada. Essa trombose venosa, notadamente, é mais frequente nos membros inferiores, ou seja, nas pernas”, esclarece.
O médico alerta que há uma série de situações que aumentam as chances de um indivíduo desenvolver trombose venosa. “A princípio, todo paciente internado em ambiente hospitalar e que esteja com a mobilidade reduzida tem que ser categorizado contra o risco de desenvolver uma trombose venosa profunda e, consequentemente, é indicada a esse paciente uma profilaxia adequada. Seja através de injeções subcutâneas de medicamento ou com orientações gerais, como deixar as pernas para cima, caminhar frequentemente, mas, caso a pessoa não consiga, que pelo menos estimule a movimentação ativa das pernas”, destaca Sobreira.
Entre as formas de tratamento da doença, o cirurgião vascular cita os anticoagulantes injetáveis ou orais. “O método mais difundido, antigo e estabelecido é começar com o a injeção parenteral, com aplicação de injeção subcutânea, com transição para a medicação via oral, bem como com acompanhamento da coagulação através de exames de sangue diários. Existem alternativas e tentativas de desobstrução cirúrgicas, mas em 90% dos casos, o tratamento é esse”, completa o especialista.