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Uberaba, 16 de outubro de 2021 -

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Diagnóstico precoce do autismo favorece o desenvolvimento

O autismo é caracterizado pela dificuldade de socialização. Em geral, os primeiros sinais aparecem por volta dos 2 ou 3 anos

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- Por Thassiana Macedo Última atualização: 19/06/2013 - 01:25:08.

O autismo é caracterizado pela dificuldade de socialização. Em geral, os primeiros sinais, como isolamento, dificuldade para falar e repetição de movimentos aparecem por volta dos 2 ou 3 anos de idade. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que existam mais de 70 milhões de pessoas no mundo com autismo. No Brasil, a síndrome atinge mais de 2 milhões de pessoas. Dados divulgados há cerca de um mês pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano apontam que uma entre cada 50 crianças sofre de autismo, porém a coordenação do Programa de Transtornos e Espectro Autista do Instituto de Pesquisa do Hospital de Clínicas de São Paulo estima que 90% dos brasileiros com autismo não tenham sido diagnosticados.

De acordo com a neuropediatra Niura de Moura Ribeiro Padula, o tipo de diagnóstico da síndrome realizado hoje no Brasil ainda é muito difícil e muitas vezes malfeito. “Algumas vezes, o diagnóstico não é feito, e há outros episódios em que é feito erroneamente, porque o autismo ou o comportamento autista existe em várias outras doenças que não são o autismo puro. Existem erros de metabolismo, síndrome de Rett nas meninas, um comportamento autista... Então, entender o que é esse comportamento e como lidar com ele na sociedade é de extrema importância, com diagnóstico precoce, com todos os diferenciais para que essas crianças sejam cuidadas o mais rápido possível”, afirma.

O autismo não tem cura, mas o desenvolvimento dos pacientes pode ser estimulado, além do uso de medicação. A médica destaca que os comportamentos “estranhos” geram na sociedade uma reflexão com estranheza, que piora os ditos comportamentos, o que acontece no caso do autismo. “As pessoas não entendem, não acolhem e deixam de lado essas crianças, quando estas poderiam e deveriam ter uma vida social importante, igual a de todas as outras. Acredito que a sociedade deveria promover a inclusão e o acolhimento desses pacientes”, frisa Niura de Moura.

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