JM Online

Jornal da Manhã 48 anos

Uberaba, 05 de agosto de 2020 -

BUSCAR EM TODAS AS SEÇÕES BUSCAR
Buscar

POLÍTICA

Presidente de consórcio diz que deputados desconhecem municípios

Líder de movimento de prefeitos que pedia a suspensão das eleições este ano disse que o adiamento de pouco mais de um mês não muda a realidade

03/07/2020 - 07:10:05. - Por Gisele Barcelos Última atualização: 03/07/2020 - 07:13:51.

Arquivo 


Celson Pires, prefeito de Conceição das Alagoas e presidente do Citrisul, diz que parlamentares estão longe das dificuldades enfrentadas pelos municípios

Continua depois da publicidade

Adiamento das eleições aprovado na Câmara Federal mostra que deputados estão longe da realidade enfrentada nos municípios brasileiros. A avaliação é do presidente do Citrisul (Consórcio Intermunicipal de Urgência e Emergência do Triângulo Sul), Celson Pires, que encabeçou movimento com outros gestores da região para pressionar os parlamentares a votarem contra a transferência do pleito de outubro para novembro deste ano.

Pires afirma não compreender a motivação dos deputados, que não atenderam à reivindicação dos prefeitos. Segundo ele, a postura dos parlamentares mostra que o desconhecimento das dificuldades enfrentadas nos municípios para o combate à Covid-19. "O deputado está lá na zona de conforto dele e nós na ponta, sentindo o problema [...] Quem vive dentro de gabinete não sabe o que acontece no dia a dia. Há um abismo enorme entre a decisão dos políticos da alta cúpula e os municípios. Os prefeitos deveriam ser mais ouvidos", manifesta. O líder do Citrisul ainda questiona que o adiamento por um mês não deverá ser suficiente para superar a pandemia. "Que diferença vai fazer de outubro para novembro? Vai acabar tudo e ficar normal dentro de um mês?", argumenta.

Pires ressalta que o movimento realizado pelos prefeitos da região não tinha como objetivo a prorrogação dos mandatos, apenas a preocupação com a questão de saúde. De acordo com o presidente do consórcio, a situação é ainda mais complicada nas pequenas cidades, onde a campanha eleitoral é focada nas ações corpo a corpo e favorece aglomerações. Questionado se o grupo cogita contestar a emenda constitucional aprovada pelo Congresso, Pires afirma que não discutiu o assunto com os demais gestores, mas acredita que não existam condições para reverter a situação.

Leia mais

DESENVOLVIDO POR Companhia da Mídia