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POLÍTICA

Prefeito defende não haver dinheiro público envolvido em subcontratos de limpeza urbana

29/05/2020 - 11:48:57. - Por Gisele Barcelos

Arquivo JM

Prefeito Paulo Piau (MDB) acredita que dinheiro público não esteja envolvido em subcontratos de limpeza urbana que são alvo de investigação da Polícia Federal. Em entrevista à Rádio JM, o chefe do Executivo posicionou que não existe relação financeira da Prefeitura de Uberaba com as empresas subcontratadas para serviços de capina e varrição.

De acordo com o prefeito, a Prefeitura repassa um valor diretamente à Lara pelo contrato geral de limpeza urbana e cabe à empresa gerenciar os recursos, inclusive com direito de subcontratar parte das operações. “A empresa não quer ter gente aqui para capinar e fazer varrição. É algo normal subcontratar parte das operações. É legal e lícito”, defende.

Piau manifesta que os pagamentos às subcontratadas para executar os serviços de capina e varrição são feitos pela empresa mãe (a Lara), não pela Prefeitura. “É uma relação de privado para privado. A princípio, chegamos à conclusão que não tem dinheiro público envolvido. Não tem dolo, o erário público não está sendo maculado”, argumenta.

Questionado, o chefe do Executivo negou que haveria condições de superfaturar o valor pago pela Prefeitura à Lara em relação aos serviços de capina e varrição. Ele chegou a declarar que a empresa recebia uma cota fixa para esses itens do contrato, o que não daria brecha para alterar dados e receber a mais do Poder Público. “O contrato da Prefeitura com a empresa é fixo. Não tem variação. Agora uma empresa privada jamais iria pagar mais caro porque alguém indicou outra para subcontratar”, defende.

No entanto, Piau depois voltou atrás e acabou dizendo que existia uma medição do trabalho para embasar o que efetivamente seria transferido à prestadora a cada mês. Ele até manifestou que a Prefeitura precisa dar anuência aos registros dos serviços de capina e varrição executados. Apesar disso, Piau continuou defendendo que não haveria impacto para os cofres públicos porque a empresa mãe é quem faz as transações com as subcontratadas.

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