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POLÍTICA

Prefeitura não afasta secretários investigados pela Polícia Federal

28/05/2020 - 21:15:39. - Por Gisele Barcelos Última atualização: 29/05/2020 - 16:59:18.

Por enquanto, os secretários municipais investigados por desvio de recursos públicos pela Polícia Federal não serão afastados de cargos na administração. O prefeito Paulo Piau (MDB) afirma que aguardará o desenrolar da operação para não tomar decisão precipitada quanto ao desligamento de integrantes do primeiro escalão do governo.

A Polícia Federal revelou esta semana ter encontrado evidências de que empresas vinculadas direta ou indiretamente a servidores da Prefeitura, inclusive secretários, estariam sendo subcontratadas pela empresa responsável pela limpeza urbana para executar serviços de varrição e capina. O inquérito em andamento aponta que servidores faziam a indicação direta das subcontratadas e recebiam vantagens financeiras em troca, sendo uma das empresas subcontratadas pertencente ao sobrinho de um secretário municipal.

Piau afirma que as investigações estão no início e, por enquanto, não haveria realmente indícios de desvio de recursos públicos por parte dos secretários. “Sou cauteloso e não gosto de queimar ninguém injustamente. Havendo confirmação de procedimento irregular e ilícito, tomarei as providências adequadas. Se for preciso demitir, demitiremos [...] Nossa intenção é que tudo seja esclarecido, doa a quem doer”, disse, rechaçando a possibilidade de proteção dos acusados por serem aliados políticos.

O chefe do Executivo justifica que a decisão sobre o desligamento não pode ser tomada com base na pressão popular, pois os secretários têm direito à defesa. Ele lembra que o secretário Antônio Sebastião de Oliveira foi denunciado anteriormente por oferecer cargo na Prefeitura a uma jovem em troca de favores sexuais, mas,ao final, ficou provado que ele não era culpado. “Foi armação política em cima dele. Se eu tivesse demitido, seria injustiça”, declara.

O prefeito afirma que agora caberá aos secretários investigados esclarecerem os questionamentos sobre possível enriquecimento ilícito, levantados devido ao patrimônio incompatível com o salário. “Cada um vai ter que explicar. Tudo depende da origem desse patrimônio”, salienta.

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De acordo com o chefe do Executivo, a Controladoria Geral do Município estará acompanhando o caso e sindicâncias internas poderão ser abertas inclusive para o ressarcimento dos cofres municipais, se confirmado o desvio de recursos. “Se realmente desviaram recursos, as pessoas não serão só punidas [com exoneração] como terão que devolver dinheiro para o erário público”, encerra.

 

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