REMÉDIO PARA ALZHEIMER

Novo medicamento contra Alzheimer chega ao Brasil com custo de até R$ 12 mil por mês

Leqembi é indicado para casos iniciais da doença e promete desacelerar a progressão ao atuar diretamente em alterações no cérebro

Publicado em 15/07/2026 às 10:22
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Um novo medicamento para tratamento do Alzheimer em estágio inicial começou a ser comercializado no Brasil com valor a partir de R$ 12 mil. O Leqembi, desenvolvido para atuar sobre um dos principais mecanismos ligados à doença, será oferecido inicialmente pela Alta Diagnósticos, marca da Dasa.

A terapia poderá ser solicitada por meio do Núcleo de Memória do Alta Diagnósticos, responsável pela investigação e acompanhamento de pacientes com alterações cognitivas. O processo envolve exames como biomarcadores no sangue e no líquor, PET-CT cerebral e teste genético APOE4.

Neste primeiro momento, o tratamento estará disponível em unidades de São Paulo e Rio de Janeiro, exclusivamente na rede particular, com acompanhamento médico especializado e indicação após avaliação dos critérios clínicos.

Como funciona o medicamento?

Diferentemente dos tratamentos tradicionais, que atuam principalmente no controle de sintomas como perda de memória, alterações de comportamento e dificuldades funcionais, o Leqembi age diretamente em um dos processos biológicos associados ao avanço do Alzheimer.

O medicamento atua removendo placas de beta-amiloide, uma proteína que se acumula no cérebro de pessoas com a doença. A redução dessas placas pode ajudar a desacelerar a progressão do Alzheimer.

Estudos que embasaram a aprovação do medicamento apontaram benefícios na cognição e na manutenção da autonomia dos pacientes acompanhados a longo prazo, embora os resultados não tenham detalhado efeitos isolados sobre habilidades específicas, como memória ou linguagem.

Quem pode utilizar?

O Leqembi é indicado para pacientes com Alzheimer em fase inicial, incluindo casos de comprometimento cognitivo leve ou demência leve causada pela doença.

Antes do início do tratamento, é necessário confirmar a presença de placas de beta-amiloide por meio de exames específicos, como o PET amiloide ou análises de biomarcadores no líquido cefalorraquidiano.

Além disso, o paciente precisa atender aos critérios clínicos definidos para o uso seguro da terapia.

Nova fase no tratamento do Alzheimer

Segundo o neurologista Diogo Haddad, coordenador do Núcleo de Memória do Alta Diagnósticos, o medicamento representa uma mudança na abordagem da doença.

“Pela primeira vez, estamos entrando em uma era em que o tratamento do Alzheimer vai além do controle dos sintomas e passa a atuar diretamente sobre um dos mecanismos biológicos envolvidos na progressão da doença”, afirmou.

De acordo com o especialista, a expectativa é ampliar o tempo de autonomia, independência e qualidade de vida dos pacientes, além de oferecer novas perspectivas para familiares e cuidadores.

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