A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) pretende utilizar a estrutura do programa Cemig Agro para expandir a produção de biometano no Estado. A estratégia busca fortalecer a cadeia do combustível renovável, aproveitando a proximidade do programa com produtores rurais para estimular novos projetos e ampliar o fornecimento do energético.
No fim de junho, a Gasmig formalizou, em Uberaba, parceria com a GeoMit, joint venture formada pela japonesa Mitsui e pela brasileira Geo bio gas&carbon, para produção de biometano no Triângulo Mineiro. O projeto prevê a construção de uma planta com capacidade para produzir 50 mil metros cúbicos de biometano por dia. A matéria-prima será composta por resíduos da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA).
Produzido a partir da biomassa, principalmente de resíduos da atividade agropecuária, o biometano é apontado como uma alternativa aos combustíveis fósseis utilizados pela indústria. Por possuir características semelhantes às do gás natural, o combustível pode substituir o energético convencional em diversos processos produtivos.
Em entrevista ao portal O Fator, de Belo Horizonte, o presidente da Gasmig, Gustavo De Marchi, disse que a integração com o Cemig Agro deverá acelerar a interiorização da oferta de gás, especialmente do biometano. Ele destaca que o programa já mantém relacionamento com produtores rurais em diversas regiões de Minas Gerais, o que pode facilitar a identificação de novos fornecedores de matéria-prima e consumidores do combustível.
Em nota, a Gasmig informou que a expansão da cadeia do biometano passa pela prospecção de produtores de biomassa e de potenciais consumidores em diferentes regiões do Estado. Já o programa Cemig Agro atua na melhoria da infraestrutura elétrica das áreas rurais e atende produtores localizados nos 774 municípios da área de concessão da companhia elétrica.