O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou neste sábado (18) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é quem deve prestar esclarecimentos sobre as acusações que envolvem seu nome. A declaração foi dada durante agenda de pré-campanha em Trindade, na região metropolitana de Goiânia.
Ao comentar quem considera seu principal adversário na disputa presidencial, Caiado disse que as investigações relacionadas a casos como o das "rachadinhas", o Banco Master e questões patrimoniais não foram criadas por ele, mas fazem parte do contexto enfrentado pelo senador.
Apesar de considerar algumas acusações injustas, o ex-governador de Goiás avaliou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria interesse em enfrentar Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, por entender que o senador precisaria dedicar parte da campanha para responder às denúncias.
Segundo Caiado, a população espera que o debate eleitoral seja voltado para propostas e indicadores de governo, e não para questões judiciais ou pessoais envolvendo os candidatos.
Na sexta-feira (17), o pré-candidato do PSD já havia criticado o pedido feito por Flávio Bolsonaro ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para que a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros passasse a valer somente após as eleições. Caiado classificou a iniciativa como uma "infelicidade".
O ex-governador também voltou a mencionar a carta divulgada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), lida por Flávio durante uma transmissão ao vivo na semana passada. Na ocasião, ironizou o episódio nas redes sociais ao afirmar que o senador, aos 45 anos, precisou recorrer à mensagem do pai para reforçar sua pré-candidatura.
Para Caiado, o Brasil precisa de um presidente com autonomia para tomar decisões, especialmente em situações de política internacional, sem depender da orientação constante de outras lideranças políticas.