Ante a reação do Sindicato dos Servidores Públicos de retomar as negociações da pauta de reivindicações Anderson Adauto afirmou estar disponível para sentar-se com sindicalistas
Ante a reação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de retomar as negociações da pauta de reivindicações de 2011 – por conta da margem para gastos com pessoal –, o prefeito Anderson Adauto (PMDB) afirmou estar disponível para sentar-se com os sindicalistas. Direto de Belo Horizonte, onde cumpriu agenda ontem, AA revelou o objetivo do encontro, por meio de sua assessoria de imprensa: “Esclarecer os números que a Secretaria de Fazenda apresentou”.
Os números a que ele se refere dão conta de que a PMU investe 38% com os salários dos servidores, ao passo que a Lei de Responsabilidade Fiscal garante margem até 54%. Contudo, se computadas despesas como contrato com estagiários – R$80 mil/mês –; vale-transporte – R$250 mil/mês –; provisão para o pagamento do 13º - outros R$1 milhão/mês –, e tíquete-alimentação – R$1,6 milhão em média/mês –, o índice chega a 45%. Conforme o prefeito, a média de gastos mensais, em 2011, com a folha de pagamento dos 8.220 funcionários da ativa foi de R$18,3 milhões, já computadas as demais despesas.
De acordo com o secretário Rômulo Figueiredo (Administração), ainda entrarão na folha deste ano os gastos mensais com o plano de saúde – que será licitado para vigorar –, estimados em R$500 mil, e com o plano de carreira do magistério, da ordem de R$851 mil. “Com todas essas obrigações trabalhistas e as que virão este ano, os encargos mensais chegam à media anual de 45% da arrecadação municipal e é fato que a administração não deve ultrapassar o limite prudencial, que deve ser em um patamar inferior aos 54%”, afirmou.
Para o SSPMU, em havendo vontade política, é possível implementar uma política salarial no mínimo razoável. Em março, o governo concedeu um reajuste salarial de 6,55%, transferindo para “depois”, uma nova renegociação da pauta, como lembra o presidente do Sindicato, Luiz Carlos dos Santos. Originalmente, as reivindicações de 2011 envolvem um reajuste salarial de 29,83% – sendo 19,83% de reposição das perdas inflacionárias e mais 10% de aumento real –; a melhoria do tíquete-alimentação, e um abono natalino de R$500.