Após se deparar com o animal, a denunciante ficou sem saber a quem recorrer, já que nenhum órgão se responsabilizou, a princípio
(Foto/Reprodução)
Uma cobra encontrada morta na manhã desta quinta-feira (9), na Avenida Lincoln Borges de Carvalho, na Univerdecidade, em Uberaba, gerou dúvidas entre moradores sobre qual órgão é responsável pelo recolhimento do animal. Conforme relatos encaminhados ao Jornal da Manhã, o animal, que aparentava ser uma jiboia, estava sobre o passeio quando foi avistada por uma pessoa que realizava atividade física no local.
Inicialmente, a reportagem entrou em contato com a Polícia Militar de Meio Ambiente, que orientou que a equipe de Zoonoses fosse acionada para realizar o recolhimento do animal.
No entanto, ao procurar o setor de Zoonoses, a reportagem foi informada de que o órgão não é responsável por esse tipo de atendimento.
Diante da divergência nas informações, o Jornal da Manhã voltou a buscar esclarecimentos junto às autoridades. Segundo o delegado regional de Meio Ambiente, Elinton Feitosa, a recomendação é que, ao encontrar um animal silvestre morto, a população acione inicialmente o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar de Meio Ambiente. "A primeira orientação para o caso é realmente o contato com Bombeiro e/ou Polícia Militar do Meio Ambiente, como aconteceu no caso, na sequência e seguir a orientação que foi repassada por estes órgãos. No acionamento da Prefeitura para o recolhimento do cadáver do animal, acredito, inclusive com a possibilidade de contato com o Hospital Veterinário da Uniube para analisar o interesse acadêmico do cadáver do animal", explica.
Após novo contato da reportagem, a Polícia Militar Ambiental informou que acionou a equipe de Zoonoses e que o animal deverá ser recolhido em breve.
O Jornal da Manhã também solicitou atualização à Prefeitura de Uberaba para confirmar se o animal já havia sido retirado do local. Entretanto, até o fechamento desta edição, não houve retorno.
Procurado pela reportagem, o Hospital Veterinário da Uniube (HVU) informou que recebe animais silvestres mortos para fins acadêmicos, desde que o encaminhamento seja realizado de forma adequada.
Segundo o hospital, o animal pode ser recebido pela instituição para utilização em atividades de ensino e pesquisa. A equipe informou que é necessário apenas alinhar previamente o horário de entrega e o transporte correto do corpo, em conjunto com o órgão responsável pelo encaminhamento.
O registro ocorre em um período em que é comum o aumento da presença de animais silvestres em áreas urbanas. Conforme já mostrou o Jornal da Manhã, a estiagem e as queimadas provocam a destruição de habitats naturais, levando espécies como jiboias, cascavéis, tamanduás, quatis e até lobos-guará a se aproximarem das cidades em busca de abrigo, água e alimento.
Especialistas orientam que, ao encontrar um animal silvestre, vivo ou morto, a população evite qualquer contato direto e procure imediatamente os órgãos competentes para receber as orientações adequadas.