OPERAÇÕES

Gaeco mira receptação de cargas, cobre e celulares em operações em Uberaba

Ações cumpriram prisões, buscas e bloqueio de R$ 2 milhões contra grupos investigados em Minas e Goiás

Publicado em 09/07/2026 às 15:14Atualizado em 09/07/2026 às 15:29
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 (Foto/Divulgação MPMG)

(Foto/Divulgação MPMG)

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), as operações “Chave na Mão 2” e “Brute Force” contra organizações criminosas especializadas na receptação de cargas roubadas, fios de cobre e aparelhos celulares em Minas Gerais e Goiás.

As ações foram coordenadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Uberaba, com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e apoio dos Gaecos Regionais de Uberlândia (MG), Patos de Minas (MG) e Caldas Novas (GO).

A operação Chave na Mão 2 cumpriu oito mandados de busca e apreensão em Uberaba, Uberlândia, Lagoa Formosa e Caldas Novas, além do bloqueio judicial de R$ 2 milhões em bens e valores de investigados por integrar grupo criminoso voltado ao desvio de cargas. Segundo o MPMG, os alvos poderão responder por organização criminosa, furto mediante fraude, estelionato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e adulteração de sinal identificador de veículo.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dez celulares e diversos documentos, que passarão por perícia. Em Lagoa Formosa, um empresário foi preso em flagrante por crime contra as relações de consumo, acusado de comercializar produtos impróprios para consumo humano. O estabelecimento foi interditado.

Já a operação Brute Force cumpriu dois mandados de prisão e quatro de busca e apreensão em Uberaba, com foco em uma organização especializada na receptação de fios de cobre e aparelhos celulares. As investigações apontaram uma cadeia estruturada de receptação envolvendo ferro-velho, comerciantes e assistência técnica, responsáveis pela compra, ocultação e revenda de materiais furtados e roubados.

Na ação, houve ainda uma prisão em flagrante por receptação de fios de cobre e o cumprimento da prisão de um foragido da Justiça. Foram apreendidos oito celulares, um computador, cinco pendrives e documentos, também encaminhados para perícia.

As operações contaram com a participação da Polícia Militar de Meio Ambiente, da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais e da Prefeitura de Uberaba, com atuação fiscalizatória e administrativa sobre os estabelecimentos investigados.

Segundo o MPMG, as investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos, aprofundar a responsabilização criminal e recuperar os ativos obtidos com as atividades ilícitas.

O nome “Chave na Mão” faz referência a uma prática criminosa também conhecida como “chaveirinho”, na qual o motorista simula ter sido vítima de furto ou roubo da carga, quando, na realidade, entrega voluntariamente a mercadoria a um receptador combinado previamente. Já a denominação “Brute Force” remete ao conceito de “força bruta”, ligado à atuação coordenada de recursos operacionais, inteligência policial e ações de fiscalização para desarticular a cadeia criminosa.

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