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Imunização contra a Covid-19 de crianças de 5 a 11 anos ainda precisa ser melhor estudada, afirma pediatra

Ainda não há previsão de aplicação dos imunizantes em crianças, apesar dos inúmeros estudos em andamento

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28/11/2021 - 00:00:00. - Por Rafaella Massa

Foto/Divulgação

A vacinação contra a Covid-19 avançou com sucesso no país, apesar do atraso para o início das aplicações. Na quinta-feira (25), 74,28% do público alvo (pessoas acima de 18 anos) havia completado o ciclo de vacinação, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 Estados e Distrito Federal. Este panorama, inclusive, permitiu o avanço das aplicações a adolescentes acima de 12 anos. No entanto, a aplicação deve parar por aí, já que as pesquisas para diminuir a faixa etária atual ainda não estão definidas.

De acordo com a pediatra Rafaela Dutra, a vacinação em crianças tem algumas particularidades que devem ser levadas em consideração antes de avançar. Por isso, esses estudos são importantes para que o aval seja dado com segurança. “A dose para criança tem que ser cautelosa e, muitas vezes, fracionada. Não tem como comparar o desenvolvimento do corpo de uma criança com o de um adulto. A criança tem muitos órgãos que ainda estão em amadurecimento, principalmente os pulmões”, explica.

A pediatra afirma que alguns estudos estão muito avançados, em especial aqueles que foram feitos com a faixa etária de crianças acima dos 7 anos. Um estudo realizado pela Pfizer foca em crianças de 3 anos a adolescentes de 17 anos, mas ainda não está totalmente concluído. “Em relação às vacinas de RNA mensageiro, que é a Moderna e a Pfizer, elas estão com resultados muito positivos em relação à precessão e a efeitos colaterais. A principal vacina e mais testada internacionalmente para as crianças é a Moderna, que não tem aqui, seguida pela Pfizer. São vacinas que carregam o código genético do vírus. Então, em relação a essas vacinas, há uma segurança maior já constatada”, conta Dutra.

A especialista relata, porém, que muitas vezes esses estudos têm dificuldades em acompanhar mais de perto, ter mais recursos financeiros para poder fazer várias reavaliações e recrutar o máximo possível de crianças. Ainda segundo ela, o percentual de efeitos colaterais nas crianças existe, mas ainda não é um número urgente, chegando a 10% do público infantil vacinado.

Portanto, Rafaela analisa que, por enquanto, a possibilidade de imunização do público de 5 a 11 anos deve ser melhor analisada através dos estudos que já estão acontecendo e reforça que apoia e incentiva a imunização do público a partir de 12 anos. “Nosso órgão principal, que estuda a imunização de crianças, é a Sociedade Brasileira de Pediatria. Em relação aos benefícios e efeitos colaterais, é segura a vacinação em adolescentes acima de 12 anos. Então, eu apoio e acho segura a vacinação desse grupo. Mas ainda é muito arriscado falar em imunizar crianças de 5 a 11 anos, até porque a gente não sabe qual vacina a Anvisa vai determinar”, conclui.

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