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Uberaba, 22 de janeiro de 2021 -

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Casos de câncer devem aumentar mais de 75% até 2030

Para os especialistas, a melhoria na qualidade de vida nos países pobres aumenta o poder de consumo e leva à adoção de hábitos ocidentalizados de alimentação

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Última atualização: 09/06/2012 - 08:24:40.

Dados da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (AIPC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam para uma prospecção alarmante: o número de pessoas com câncer deve crescer mais de 75% até 2030. Um dos motivos apontados pelo estudo é a adoção de estilos de via insalubres, especialmente em países pobres.
Para os especialistas, a melhoria na qualidade de vida nos países pobres aumenta o poder de consumo e leva à adoção de hábitos “ocidentalizados” de alimentação, ao sedentarismo e a outros hábitos nocivos. Com isso, a tendência é que os casos de câncer aumentem.
Os tipos de câncer com maior probabilidade de aumento nos casos são o de mama, o de próstata e o colorretal. Freddie Bray, da seção de informação sobre o câncer da AIPC, explica que a doença já é a principal causa de morte em muitos países com renda elevada, e deve se tornar também nos países em desenvolvimento.

Os pesquisadores descobriram que nos países menos desenvolvidos, especialmente na África Subsaariana, os casos de câncer ligados a infecções são mais comuns, sendo o de colo do útero o mais frequente. Além desse, casos de câncer de fígado, estomago e sarcoma de Kaposi.
Já em países como Brasil, Grã-Bretanha, Austrália e Rússia, os tipos de câncer mais comuns são os relacionados ao tabagismo, à obesidade e à má alimentação. Os pesquisadores dizem que a melhoria na qualidade de vida pode levar a uma diminuição dos casos de câncer relacionados a infecções nos países subdesenvolvidos, mas, em contrapartida, tende a aumentar os relacionados à alimentação, sedentarismo e obesidade.
Países de renda média, como China, Índia e África do Sul podem ter até 78% de aumento nos casos da doença até 2030, afirmam os pesquisadores. Nos países menos desenvolvidos, o aumento no número de casos pode chegar a 93%.
O estudo usou dados da Globocan, um banco de dados compilado pela AIPC com estimativas sobre a incidência e mortalidade decorrente do câncer em 2008 em 184 países e foi publicado no jornal Lancet Oncology.


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