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Como adequamos nossos hábitos à nossa rotina?

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14/11/2021 - 00:00:00. - Por Rafaella Massa

Foto/Arquivo

Mordiscar unha, fumar cigarro e mexer incessantemente a perna são algumas manias comuns, popularmente conhecidas como hábitos. No entanto, o conceito de hábito vai muito além disso e envolve a relação do seu corpo com as operações rotineiras do dia a dia. Os padrões repetitivos podem tanto fazer bem, como fazer mal para a saúde, a depender dos esforços exigidos.

De acordo com o psicólogo Rafael Jordão, os hábitos são uma forma de o cérebro economizar um recurso escasso no corpo humano, que é a energia. “É um princípio básico da natureza: a gente tenta economizar energia ao máximo, porque os recursos são escassos. Então, a gente costuma dizer que os hábitos são uma tentativa do cérebro de atalhar coisas, de automatizar a situação. Tudo que é mais automatizado, consome menos energia”, explica.

Um exemplo do gasto de energia é com a língua nativa. Brasileiros entendem o português com facilidade, apesar da pluralidade de dialetos, pois é o idioma natural. Caso haja um brasileiro tentando entender a língua inglesa, por exemplo, seria necessário um esforço infinitamente maior. “Você teria uma concentração maior, acabaria ficando mais cansado com mais facilidade, porque você acaba usando mais recursos”, afirma.

Ainda segundo o especialista, os hábitos em geral são padronizados por via de repetição e, geralmente, um é sobreposto ao outro. Portanto, os comportamentos antigos não se apagam, mas são desprezados em prioridade ao outro.

Porém, como dito anteriormente, um novo comportamento não significa necessariamente algo ruim. Por exemplo, trocar o cigarro pela prática de exercícios físicos é algo positivo.

“A criação de novos hábitos parte muito de entender a origem desses hábitos e quais são as respostas, estímulos, às vezes hormonais, ambientais, e como isso é respondido. Entendendo isso, a gente consegue trabalhar qual a melhor forma de trabalhar esse hábito”, analisa Rafael.

O que acontece é que os hábitos ruins se enraízam dependendo da potência e da força que aquele hábito tem. Como explica Jordão, alguns hábitos acontecem apenas uma vez e não precisam ser repetidos várias vezes para se fixarem como uma condição. “Porque a intensidade desse hábito é tão grande que a pessoa tende a voltar, seja por liberação de hormônio, seja por situações específicas. Às vezes, a pessoa usa o cigarro para conseguir organizar a ansiedade, tem alguns que usam álcool, comida e, assim, sempre que a pessoa utiliza de um desses subterfúgios para melhorar a condição emocional, acaba sendo complicado”, explica.

Como um tratamento, o médico afirma que a psicoterapia pode ser um caminho para a saída dos hábitos ruins, pois ajuda o paciente a entender quais os pontos afetados por essa repetição maléfica e como achar maneiras de substituí-la.

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