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Como funcionam os anticoncepcionais?

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15/04/2021 - 00:00:00. - Por Rafaella Massa

Os métodos contraceptivos ainda causam dúvidas na cabeça de muitas pessoas. Existem vários métodos de diferentes modelos. Com hormônio, sem hormônio, comprimido, injeção, adesivo e entre outros. E, mais e mais dúvidas surgem com relação ao tema. Pensando em explicar essas questões, a equipe do Jornal da Manhã conversou com especialistas.

A primeira coisa a entender é: somente um médico ginecologista pode orientar qual método se encaixa melhor para o corpo de cada paciente. Sabendo dessa informação, caso queira aderir a algum método, procure um especialista de confiança.

Hormônio ou não?

Um dos fatos mais importantes sobre os anticoncepcionais é: existem os hormonais e os não hormonais. Esses hormônios podem ajudar ou atrapalhar, dependendo de cada pessoa. Entre os que usam hormônio, existem os combinados, com progesterona e estrogênio, e os que são apenas progesterona.

Usada isoladamente, a progesterona pode dificultar a manter a ciclicidade do período menstrual. “A progesterona isoladamente, é usada de uma forma contínua. Porém, aí a pessoa não tem aquela ciclicidade, não consegue controlar muito bem os ciclos. Mas, a gente tem uma pílula oral de progesterona que você usa todo dia, assim como o implante que é só de progesterona, também tem o DIU (Dispositivo Intrauterino Hormonal), a injeção, a injeção trimestral, ou seja, a cada 3 meses” explica a especialista em reprodução Mariana Kefalás.

Porém, a progesterona tem lados positivos como melhorar a pele, reter menos líquido e ajudar na libido. Já o estrogênio em pílula, ajuda a controlar melhor o ciclo. Por isso, a combinação é uma boa pedida.

Outros métodos populares de contracepção são:

·         Pílula

·         Adesivo

·         Anel Vaginal

·         Injeção mensal

·         Implante Hormonal

Métodos não-hormonais

Ou seja, os métodos que não usam hormônio na composição. Esses métodos são procurados por pessoas que tiverem efeitos colaterais com o uso de contraceptivos hormonais. Entre esses efeitos estão alteração no humor, possível diminuição na libido, incidência de câncer de mama, coágulos sanguíneos e até derrames. Porém, estudos apontam que essa incidência é muito baixa chegando a acontecer em apenas uma mulher a cada 10.000.

Opções não-hormonais:

·         Tabelinha;

·         Temperatura Basal;

·         Camisinha;

·         DIU de Prata;

·         DIU de Cobre;

·         Espermicidas;

·         Coito Interrompido;

·         Vasectomia;

·         Laqueadura;

Entre os métodos não-hormonais mais eficazes estão o DIU de cobre e prata “É um método reversível e de longo prazo e alta segurança” afirma a ginecologista Daniela Diniz. O DIU pode durar de 5 a 10 anos. Além desses métodos, Daniela confirma, também, a eficácia Vasectomia e Laqueadura Tubária “São métodos cirúrgicos considerados definitivos”.

Segundo ambas especialistas, os métodos que precisam de mais ação da paciente, são os menos eficazes na prevenção da gravidez, por exemplo, o coito interrompido, uso da camisinha, tabelinha e afins “Quanto mais a paciente tem menos controle da situação e sim o método em si, mais eficaz ele é” afirma Mariana.

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais variam de pessoa para pessoa. Entre os efeitos mais comuns estão dor de cabeça, sensação de inchaço, manchas na pele e náusea. “A trombose, o enfarte, o AVC isquêmico, são eventos adversos graves, mas são considerados muito raros. Ou seja, mais ou menos na prevalência de três para 10.000 mulheres” explica Mariana.

Daniela afirma que mulheres com mais de 35 anos, que sofram de obesidade, fumantes e sedentárias são as com mais chances de desenvolver doença tromboembólica ao utilizar contraceptivos combinados, podendo também, pode ocorrer intolerância gástrica.

Câncer de Mama

Segundo Daniela, os métodos contraceptivos hormonais podem aumentar discretamente o risco de desenvolvimento de câncer de mama, mas também, podem atuar como fatores protetores e diminuir o risco de desenvolvimento de câncer de ovário e de endométrio. “É importante lembrar que o câncer de mama tem origem multifatorial - isso quer dizer que existem vários fatores de risco que podem predispor ao seu surgimento”, afirma.

Dessa forma, cada caso deve ser individualizado e é importante que a paciente sempre discuta o método contraceptivo com o seu médico ginecologista antes de optar por ele.


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