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Uberaba, 18 de janeiro de 2021 -

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Infectologista responde dúvidas frequentes sobre HIV/AIDS

Especialista orienta a população sobre os cuidados com o vírus transmissor da doença

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01/12/2020 - 16:57:45. Última atualização: 01/12/2020 - 16:59:35.

O dia primeiro de dezembro é o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. De acordo com o último relatório da UNAIDS, um programa das Nações Unidas que busca soluções para o combate da doença, no mundo existem, atualmente, cerca de 38 milhões de pessoas infectadas pelo vírus HIV (sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana) e, destas, 25,4 milhões estão em tratamento. Pensando nos números expressivos da doença, especialistas buscam informar a população sobre os cuidados e formas de prevenção.

Uma dúvida comum entre as pessoas está relacionada à diferença entre o HIV e a AIDS. Para explicar os conceitos, a Dra. Silvia Fonseca, infectologista do Sistema Hapvida/RN Saúde, resume suas principais características. “O vírus que causa a AIDS se chama HIV e, na verdade, a gente considera que o HIV é uma doença sexualmente transmissível que não tem cura, mas tem controle. Então, se as pessoas tomarem as medicações e realizarem o tratamento de forma correta, elas podem não avançar para a forma pior, que se chama AIDS, que é uma infecção pelo vírus HIV completamente descontrolada, geralmente acontece em pessoas que não estão tomando a medicação apropriada”.

As formas de contágio ainda são uma incógnita para parte da sociedade, o que pode causar situações desagradáveis de preconceito, por exemplo, devido à falta de informação. Fonseca destaca quais são as formas de contágio e o que não afeta a vida do soropositivo (pessoa diagnosticada com o vírus) em sociedade. “O vírus é transmitido através da relação sexual sem camisinha, no uso de seringa por mais de uma pessoa, transfusão de sangue contaminado, pela mãe que tem HIV e pode passar na gravidez e mais facilmente na amamentação, ou raramente instrumentos que furam ou que cortam e não são esterilizados”.

“O vírus não é transmitido com beijo no rosto, na boca, com suor, com lágrima, picada de inseto, aperto de mão, abraço, sabonete, toalha, lençol [compartilhados], talher, copo, assento de ônibus, masturbação a dois ou sexo com o uso correto da camisinha. Também não transmite na piscina, no banheiro, na doação de sangue e nem pelo ar”

Ainda sobre as formas de contágio, a infectologista orienta sobre como evitar a propagação do vírus. “Para a prevenção, toda relação sexual, completa ou incompleta, e isso também vale para o sexo oral ou anal, deve ser realizada sempre com camisinha. Além disso, as mães também devem fazer, durante a gestação, o teste do HIV, porque se elas derem positivo já devem começar administrando a medicação para não transmitir ao bebê, e não devem amamentar quando ele nascer. Nós, dentro do banco de sangue, fazemos testes muito precisos para que não haja a transfusão com sangue contaminado”.

A especialista destaca a importância de realizar o diagnóstico da doença para que se dê início ao tratamento o quanto antes, a fim de evitar uma possível piora no quadro do paciente. “Quem pensa que pode estar contaminado tem que fazer o exame, porque hoje existem numerosas medicações que ajudam a não progredir na doença. Então, deve-se fazer o teste para que você não transmita às pessoas e para que você se cuide, podendo levar uma vida longa e sem complicações”.

Sobre o diagnóstico, Fonseca informa os procedimentos que devem ser adotados pelo paciente. “O diagnóstico do HIV é feito por um exame de sangue, hoje também existe o exame de saliva. A AIDS é o HIV que já está progredindo, então o seu diagnóstico é feito por um outro especialista, que une o exame do HIV positivo e de outras doenças. Ele é feito por um médico que pede o exame e pode dizer o que está acontecendo, seja na rede pública ou privada. No Hapvida/RN Saúde, nós temos infectologistas e clínicos gerais, por exemplo, que podem pedir o exame e te auxiliar no processo”, finaliza a especialista.


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