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Estudo indica que a solidão dos 20 anos é mais forte do que a da 3ª idade

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01/12/2020 - 00:00:00. Última atualização: 01/12/2020 - 07:49:27.

A solidão é um grande problema da sociedade moderna, e ao contrário do que se pode pensar, os jovens são mais atingidos por ela do que aqueles que tem mais de 60 anos. Cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, afirmam que a solidão seria mais intensa entre os jovens. Segundo o estudo, lançado neste mês pelo The Journal of Clinical Psychiatry, entre os 20 e 29 anos, a solidão atinge o seu pico durante a vida. Por outro lado, após os 60 anos é que as pessoas se sentem menos atingidas por ela.  

Conforme a autora principal do estudo, Tanya Nguyen, a sensação exacerbada de solidão aos 20 anos pode ser atribuída ao fato de, nesta idade, os jovens precisarem conciliar momentos de grande estresse e pressões para estabelecer uma carreira profissional e encontrar um parceiro para a vida. “Muitas pessoas nessa década também estão constantemente se comparando nas redes sociais, e estão preocupadas com quantas curtidas ou seguidores eles têm”, afirma Tanya, que é professora clínica assistente no Departamento de Psiquiatria da UC Escola de Medicina de San Diego. Além disso, ela diz que o nível de autoconfiança é mais baixo entre esses jovens, o que aumentaria o nível de solidão.

O estudo da idade versus solidão foi realizado a partir de uma análise com mais de 2.800 participantes, todos norte-americanos, com idade entre 20 e 69 anos. Nela, os pesquisadores identificaram os fatores psicológicos e sociais que levam a padrões de solidão em diferentes faixas etárias. 

Entre as conclusões do estudo está a de que, em todas as idades, pessoas com níveis mais baixos de empatia, compaixão, relações sociais, sem parceiros conjugais e maiores distúrbios de sono são mais predispostas a se sentirem solitárias. Já fatores como baixa autoconfiança social e maior ansiedade foram associados à piora na solidão em todas as décadas de idade, exceto após os 60 anos. 

Outro motivo para os sexagenários serem menos tocados pelo isolamento seria explicado pela associação inversa entre solidão e sabedoria, que tende a ser maior entre as pessoas mais velhas. Para esse grupo, a educação e as queixas de memória são fatores de maior influência para esse sentimento. 

Para se ter uma noção do problema da solidão, em 2017, pesquisadores da universidade norte-americana Florida State University College of Medicine, já haviam mostrado que a solidão pode aumentar em 40% o risco de demência, além de tornar a pessoa isolada mais vulnerável a doenças neurodegenerativas, como depressão, hipertensão e diabetes. Já pesquisadores da Universidade de Chicago alertaram, em 2018, que a falta de experiências sociais pode ser tão nociva quanto o cigarro. 

O estudo também detectou que, aos 40 anos, as pessoas vivem um novo pico de solidão. Isso porque, nessa fase, é preciso enfrentar novos desafios físicos e problemas de saúde, como hipertensão e diabetes.

*Com informações Agência Einstein


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