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Uberaba, 04 de dezembro de 2020 -

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Acompanhamento odontológico minimiza efeitos colaterais da rádio e quimioterapia

Pacientes podem desenvolver alterações bucais, como o desenvolvimento de cáries e doenças periodontais, durante o tratamento oncológico

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26/10/2020 - 11:35:14. - Por Larissa Prata


O cirurgião dentista Dyego Brito explica que a redução do fluxo salivar ocasiona o desequilíbrio do meio bucal, tornando-o mais ácido (Foto/Jairo Chagas)

Muitas vezes recomendada a pacientes oncológicos, a administração de agentes quimioterápicos pode ter efeitos colaterais dos mais variados, inclusive na saúde bucal. Para evitar que o tratamento atrase ou seja interrompido, o acompanhamento odontológico é imprescindível, uma vez que identificar e tratar as alterações bucais anteriores ao início do tratamento oncológico diminuirão os riscos de complicações.

“Devido às sessões de radiações na região de cabeça e pescoço ou uso de agentes quimioterápicos, o paciente pode desenvolver algumas alterações bucais, por exemplo: redução de fluxo salivar, favorecimento no desenvolvimento de cáries, doenças periodontais, alterações nas cicatrizações de tecidos orais (principalmente os ósseos), mucosites e doenças oportunistas, principalmente candidíase e lesões herpéticas”, explica o cirurgião dentista Dyego Brito, que é pós-graduado em odontologia hospitalar pelo sistema de ensino do Hospital Israelita Albert Einstein, com aperfeiçoamento na mesma área pelo Hospital Sírio Libanês.

A redução de fluxo salivar é um dos pontos que mais chamam a atenção durante o tratamento. “A saliva tem um importante papel no processo de remineralização do esmalte e controle do pH no meio bucal, além de suas outras funções, como auxílio da dicção, formação do bolo alimentar, na deglutição... Quando a saliva está em menor quantidade ou mesmo ausente pode-se ocasionar um desequilíbrio do meio bucal, tornando-o mais ácido, favorecendo, assim, o desenvolvimento de microorganismos causadores de cárie e de doenças periodontais”, aponta Dyego Brito. O cirurgião dentista acrescenta, ainda, que dieta rica em carboidratos e higienização inadequada fazem com que os pacientes fiquem suscetíveis ao aumento de cáries e gengivites, que podem até mesmo evoluir para periodontites.

“Deve-se levar também em consideração as cáries de radiação, voltadas para o paciente que realiza radioterapia em região de cabeça e pescoço, que além dos efeitos prejudiciais nos tecidos dentais também interfere no fluxo salivar. O tratamento em casos de dores, presença de infecções, em suma o que configura quadros de urgência deverão ser realizados com os devidos cuidados pelo profissional dentista independente do estágio do tratamento”, orienta o cirurgião dentista.

Dyego Brito finaliza enaltecendo a importância de o cirurgião dentista estar atento às prescrições medicamentosas em relação às funções hepáticas, renais e riscos de infecção e também a parcimônia em evitar desenvolver tratamentos estéticos.

 

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