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Uberaba, 23 de setembro de 2020 -

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Pesquisa da UFTM desenvolve teste inovador para detectar Leishamiose visceral

06/08/2020 - 00:00:00.


Foto/Reprodução

Uma pesquisa liderada pela docente Renata Pereira Alves Balvedi do Campus Universitário da Universidade Federal do Triângulo Mineiro em Iturama desenvolveu em Uberaba um teste inovador para detecção de Leishmaniose visceral. De acordo com a pesquisadora, o estudo verificou a atuação de biossensores para detecção da doença de forma rápida, barata, portátil, sensível, específica e seletiva. O estudo, fomentado pelo CNPq, Capes e Fapemig, contou com a colaboração de docentes da UFTM, UFU e a UFAL.

O periódico científico “Biosensors”, do Multidisciplinary Digital Publishing Institute, publicou em julho de 2020 um artigo sobre a pesquisa, iniciada em 2018.

A pesquisa

A inovação está no uso de biossensor específico para Leishmaniose visceral. São biossensores eletroquímicos que avaliam quantitativamente o alvo específico com a utilização de nanopartículas de ouro, em eletrodos de carbono.

A análise permitiu detectar, em amostras de plasma de pacientes do Hospital de Clínicas da UFTM, a Leishmaniose Visceral, sem a interferência da doença de Chagas, no caso estudado. Todos os experimentos foram realizados no laboratório da Medicina Tropical da Universidade. “A doença de Chagas é uma das doenças negligenciadas que causam reação cruzada no diagnóstico da Leishmaniose. Reação cruzada é o falso positivo ou o falso negativo. Com o biossensor aplicado, não houve esta limitação. É mais sensível, confiável e seguro que outros testes tradicionais, portanto, é menor a chance de erro, de haver confusão diagnóstica com outra doença”.

Na próxima etapa do estudo, os pesquisadores testarão um número maior de pacientes e será aprimorada a sensibilidade do biossensor. “Pretendemos disponibilizar um produto de excelente confiabilidade à população, assim precisamos de mais validações. Além do número, almejamos detectar as diferentes gravidades da doença. Esperamos que os resultados sejam promissores nos próximos dois anos”, concluiu Renata.

A doença

A Leishmaniose é uma doença infecciosa, transmitida pela fêmea do mosquito palha. No ser humano, os parasitas da doença, transmitidos via mosquito, afetam a medula óssea, o fígado e o baço. Sem tratamento, a doença é fatal em quase 100% dos casos. O tratamento é disponibilizado na rede de serviços do SUS.

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