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Uberaba, 05 de agosto de 2020 -

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SAÚDE

Diálogo com os filhos é essencial para afastar as crianças do perigo virtual, diz psicóloga

12/07/2020 - 00:00:00.

 Com o distanciamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a utilização de telas por criança e adolescentes aumentou consideravelmente. Mesmo parecendo ser um grande aliado, o ambiente virtual é cheio de armadilhas e a mais nova é conhecida como "Homem Pateta", que estaria induzindo jovens à automutilação e ao suicídio.

A psicóloga Michelle Costa explica que crianças e adolescentes podem ser influenciados por este personagem, que se utiliza de estratégias lúdicas, falando a linguagem dos jovens, mas orienta que o diálogo é a chave para mantê-los afastados dos perigos.

O personagem surge como um homem vestido com máscara do personagem Pateta deformada, da Disney, fazendo suas vítimas nas redes sociais, por meio de mensagem de texto, ligações ao vivo e vídeos. A especialista ressalta que é preciso que os pais redobrem os cuidados.
 
Os perfis que utilizam a imagem possuem poucas postagens e desafiam as pessoas a segui-los e mandar uma mensagem privada. A resposta enviada aos jovens, segundo a polícia, tem a intenção de causar desconforto, medo e, em alguns casos, provocar automutilação e suicídio.
 

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Apesar dos tempos serem difíceis, a psicóloga Michelle Costa orienta os pais sobre como agir em casos como este. "Os pais devem conversar com os filhos, explicando o risco que correm em manter contato com alguém com essas características. Devem assistir juntos os vídeos que agradam seus filhos e tentar participar do mundo virtual das crianças. Devem, ainda, estabelecer uma relação de confiança e passar segurança aos seus filhos, para que estes possam falar sobre qualquer coisa que os aflijam. Deve-se denunciar à polícia e apoiar incondicionalmente seus filhos, caso algo de pior ocorra com eles", elenca.
 
Outras ameaças. O caso é semelhante a outros que surgiram recentemente no meio virtual, como o da Baleia Azul (nome atribuído a um conjunto de 50 desafios diários e autodestrutivos, cuja última etapa era o convite ao suicídio) e o da boneca Momo (ela trazia desafios para que as crianças se machucassem e também ferissem amigos e familiares). Jovens acabaram morrendo ao participar dos desafios.

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