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SAÚDE

3 a cada 10 adultos são compulsivos por sexo, aponta especialista

Atualmente, existem dois perfis comuns entre os compulsivos por sexo. O mais frequente atinge, inclusive, a esfera criminal

14/10/2019 - 00:00:00. - Por Marília Mayer

Compulsão por sexo atinge até 30% da população adulta. A análise é da psicóloga especialista em transtornos compulsivos, Ana Seabra.

Um dos fatores mais preocupantes neste vício é que a desordem mental do paciente causa lesões no corpo e tem impacto direto no outro, ou seja, no parceiro sexual.

“O compulsivo pensa no prazer de si próprio, esse é o ponto principal dele. Agora a pessoa que está sendo usada para isso tem o sentimento de frustração a princípio, porque ela percebe que foi usada para aquilo e pode gerar uma frustração gigante”, observa Seabra.

A psicóloga explica ainda que a compulsão por sexo é diagnosticada, geralmente, na fase adulta, uma vez que na infância e adolescência as pessoas ainda estão conhecendo o próprio corpo e tendem a não saber todo o prazer que o ato sexual pode proporcionar.

Atualmente, existem dois perfis comuns entre os compulsivos por sexo. O mais frequente atinge, inclusive, a esfera criminal. São, por exemplo, pedófilos, necrófilos, zoófilos, entre outros. Essas pessoas buscam, além do prazer, a vingança.

“Normalmente é a pessoa que já passou por várias pessoas, várias situações, inclusive pessoas que já foram estupradas podem se tornar viciadas em sexo e causar o estupro também porque se sentem frustradas e pensam: “com fulano nada aconteceu, então vou fazer com o filho do fulano” e vai lá e comete essas coisas”, conta a especialista.

Outro tipo de compulsivo sexual está inserido em círculos sociais tradicionais, mantém relacionamentos, porém, tem uma libido insaciável e crescente. Neste caso, o transtorno pode ser mais difícil de ser diagnosticado, depende muito do parceiro sexual e pode causar danos graves ao ser constatado.

“É recente a gente poder falar sobre isso, é novo, mas hoje em dia é considerado um transtorno e tem que ser tratado porque pode resultar em autoextermínio porque a pessoa não consegue suprir a sua necessidade”, constata a psicóloga.

A especialista avalia que a quebra do tabu do sexo na sociedade e ditos populares como “meu corpo, minhas regras” e “tudo que é proibido é mais gostoso” impactaram a forma como as pessoas enxergam o ato sexual e contribuem para a visão distorcida do que é uma vida sexual ativa saudável. 

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