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SAÚDE

Cochilar 1 ou 2 vezes por semana pode prevenir ataque cardíaco e AVC

Pesquisa feita da Suíça alerta, porém, que tirar uma soneca todos os dias pode ser um hábito relacionado a uma vida menos saudável

16/09/2019 - 00:00:00. Última atualização: 16/09/2019 - 17:34:27.

O hábito de cochilar uma ou duas vezes por semana está relacionado a chances menores de ter um ataque cardíaco ou sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Isso de acordo com uma pesquisa realizada por membros do Hospital Universitário de Lausanne, na Suíça, e publicada no periódico Heart.

Os especialistas acompanharam 3,5 mil pessoas entre 35 e 75 anos por cinco anos e descobriram que quem cochilava ocasionalmente — uma ou duas vezes por semana, entre cinco minutos e uma hora — era 48% menos propenso a sofrer com esses males. A equipe também considerou fatores influentes, como idade, duração do sono noturno, riscos e propensão a doenças cardiovasculares.

Outro fato interessante descoberto pela análise é que cochilar mais não significa ser mais saudável, ou seja, os fatores não são diretamente proporcionais. Na verdade, os efeitos positivos foram majoritariamente notados em quem afirmou tirar apenas uma ou duas sonecas por semana.

Como observaram, a população que cochila mais frequentemente (entre três e sete vezes por semana) tende a ser de pessoas mais velhas, na maioria homens, fumantes, acima do peso e que dormem mais durante a noite. Além disso, esses participantes disseram se sentir mais sonolentos e apresentaram quadros de apneia obstrutiva do sono mais graves.

Para Naveed Sattar, professor de medicina metabólica da Universidade de Glasgow, na Escócia, os resultados obtidos pela equipe suíça sugerem que tirar cochilos mais regularmente está ligado com um estilo de vida mais "pobre". Contudo, ressalta que é preciso ter calma antes de tirar qualquer conclusão: "Por enquanto, é muito melhor procurar uma boa noite de sono e seguir os conselhos usuais de estilo de vida sobre boas dietas e níveis de atividade decentes", disse ao Science Media Centre (SMC).

Sobre isso, os profissionais responsáveis pelo novo estudo concordam. Na publicação, o grupo faz questão de ressaltar que esse é uma análise observacional e, portanto, não se pode estabelecer uma causa clara para os resultados obtidos. "Embora as vias fisiológicas exatas que ligam a soneca diurna ao risco de [doença cardiovascular] não sejam claras, [essa pesquisa] contribui para o debate em andamento sobre as implicações da soneca para a saúde, e sugere que pode não apenas ser a duração, mas também a frequência que importa", escreveram no artigo. 

* Com informações Revista Galileu

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