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Uberaba, 23 de setembro de 2020 -

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Operação investiga desde quando a Backer sabia do vazamento de produtos na cerveja

04/08/2020 - 14:50:02. Última atualização: 04/08/2020 - 15:15:03.


A Polícia Civil e o Ministério Público fizeram operação nesta terça-feira (4) para investigar desde quando a cervejaria mineira Backer sabia do vazamento de produtos químicos em bebidas da marca. Os investigadores descobriram, recentemente, que fichas não datadas, usadas para o controle de qualidade interno de produção, traziam a informação dos produtos utilizados nas cervejas.  

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 14ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, e a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (PCMG) cumpriran um mandado de busca e apreensão na sede da Cervejaria Backer, em Belo Horizonte (BH).

O mandado foi expedido pelo juiz da Vara de Inquéritos Policiais de BH, atendendo a requerimento da promotora de Justiça de Defesa do Consumidor da área criminal. O objetivo é a coleta e apreensão de documentos que se encontram na sede da empresa, visando trazer elementos ao Inquérito Policial e embasar a manifestação do MPMG.

No início do mês de janeiro de 2020, chegou ao conhecimento da PC notícia de que vários consumidores, após ingestão da cerveja Belorizontina, fabricada pela Cervejaria Três Lobos/Backer, em BH, foram internados com sintomas de intoxicação, desenvolvendo síndrome nefroneural, que teria levado uma vítima a óbito e outras a sintomas como cegueira e paralisia facial.

Os laudos toxicológicos e necropsia das vítimas que vieram a óbito noticiaram a intoxicação por Dietilenoglicol. A perícia realizada na empresa constatou vazamento em um tanque e diversos outros focos de contaminação.

Foram inúmeras as vítimas constatadas com lesões graves e gravíssimas, sendo que dez vieram a óbito, duas delas no mês de julho, em consequência da ingestão da referida cerveja.

O Inquérito Policial foi encerrado em junho e remetido ao MPMG, que aguardava o Relatório do Ministério da Agricultura (Mapa) para manifestação sobre o oferecimento da denúncia. Com a remessa de documentos feita pelo Mapa ao MPMG, indicando novas irregularidades no processo produtivo da cervejaria, houve então a necessidade da 14ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor requerer ao Poder Judiciário a medida cautelar de busca e apreensão e o acautelamento de documentos para análise.

A Promotoria de Justiça atua em duas frentes no caso Backer, desde o início: interpôs Ação Coletiva para reparação de danos às vítimas e acompanha as investigações na esfera criminal, requerendo todas as medidas necessárias para que as vítimas/consumidores sejam assistidos e os eventuais culpados punidos na forma da legislação penal vigente.

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