JM Online

Jornal da Manhã 49 anos

Uberaba, 23 de maio de 2022 -

BUSCAR EM TODAS AS SEÇÕES BUSCAR
Buscar

CIDADE

Continua depois da publicidade



Inserção da Cultura Afro no currículo escolar ainda depende de adequações

#JornalDaManhã #QuemLêConfia
• WhatsApp: 34 99777-7900

- Por Marília Cândido Última atualização: 26/05/2011 - 21:13:22.

O ensino da Cultura Afro-brasileira nas escolas foi um dos temas debatidos no Café Filosófico, realizado pelo Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) na noite de terça-feira. De acordo com o organizador, professor Cristhian Lima, apesar da obrigatoriedade por lei, ainda é preciso caminhar no sentido de fazer justiça à contribuição desta cultura para a formação da identidade brasileira. “O problema é que isso não tem sido realizado na prática, o que acaba chamando a atenção para o fato de que o tratamento desproporcional que os negros têm nos livros didáticos, de certa maneira, é o resultado histórico do tratamento que eles tiveram ao longo da formação do povo brasileiro.”

De acordo com a Lei 10.639, de 2003, fica estabelecida a inclusão no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática a “História e Cultura Afro-Brasileira”. O babalorixá Carlos Costa afirma que muitos professores ainda estão sendo preparados para este ensino, visto que a formação deles foi baseada principalmente na cultura europeia. “É uma lei antiga que fala sobre o brasileiro conhecer sua própria cultura. Ainda estão preparando os professores de história para esse tipo de coisa. Quem deveria preparar estas pessoas, são os mestres da tradição oral e pesquisadores, que vivenciaram, que estudam e que buscam a história do negro. Falar sobre isso e levar o tema pra faculdade, é essencial.”

O encontro foi promovido pelo curso de Ciências Sociais da instituição e aberto a sociedade. O tema “Africanidades” foi escolhido para o debate, devido ao Dia da África, comemorado no dia 25 de maio. Além do debate com os palestrantes, também houve apresentações de teatro e de capoeira e exibição do documentário "Cara de Macaco". Para o organizador, o evento contribuiu para reflexões sobre a atual formação da sociedade brasileira. “O objetivo foi promover a compreensão da presença negra na sociedade e da dinâmica que marcou o processo de colonização. E também da construção de reflexões e políticas que permitam superar a situação de desigualdade que grande parte da população afro-descendente se encontra.”

Siga o JM no Instagram: @_jmonline
e também no Facebook: @jornaldamanhaonline

Leia mais

DESENVOLVIDO POR Companhia da Mídia