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Uberaba, 12 de abril de 2021 -

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Professores das escolas particulares pedem apoio dos vereadores para brecar aulas presenciais

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25/02/2021 - 11:57:37. - Por Luiz Henrique Cruvinel Última atualização: 25/02/2021 - 17:18:31.

Foto/Arquivo


Marcos Mariano, diretor do Sinpro em Uberaba, em sessão na Câmara Municipal nesta quinta-feira

O diretor do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinpro-MG) em Uberaba, Marcos Mariano, esteve presente em sessão plenária na Câmara Municipal na manhã desta quinta-feira, 25, para apresentar demandas do setor ao Poder Legislativo e solicitar apoio às adequações sugeridas ao plano municipal de vacinação.

O diretor do Sinpro questionou a liberação do funcionamento de escolas particulares no Decreto Municipal 306 e revelou que tratativas foram feitas com as diretorias das escolas para que haja paciência nesta volta às aulas.

“Em 2021 iniciamos com um decreto municipal autorizando o funcionamento das escolas particulares. Isso nos causou uma enorme estranheza porque a liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais não permitia aula presencial. Mas como Uberaba está fora do Minas Consciente, o departamento jurídico da Prefeitura Municipal optou por abrir as escolas. Infelizmente, várias escolas retornaram às suas atividades essenciais. Desde o começo estamos conversando com cada direção para aguardar um momento. Após um ano no trabalho remoto, estamos com uma estrutura bem organizada. Devemos manter”, informou Marcos Mariano.

Leia mais: Liminar impede retorno das aulas presenciais nas escolas particulares

Ainda segundo o líder sindical, a situação só será resolvida e as atividades das escolas só poderão retornar com segurança após a inclusão dos educadores na prioridade de vacinação municipal. 

“Estamos pedindo para que o Legislativo possa sensibilizar a Prefeitura sobre essas duas demandas: primeiro, suspender as aulas presenciais. Depois, priorizar a vacina para os profissionais da educação. Quando vacinarmos, vamos ter um alívio maior. Aqui eu falo pelo Sind-Ute (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais) e Sindemu (Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba), que estão preocupados com o número de professores do Município que são do grupo de risco. Esses dados a Prefeitura tem que investigar porque o risco é muito grande”, finaliza o diretor do Sinpro.

Em contramão do entendimento do Sindicato, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, afirmou que a reabertura das escolas não precisa estar condicionada à vacinação dos profissionais ligados à educação.

Na sessão plenária, o diretor revelou que a categoria tem sido alvo de críticas que não fazem justiça à realidade dos profissionais.

“Toda vez que tocamos nesse assunto devemos dizer que o trabalho remoto na instituição privada é muito mais difícil, causa mais stress, nervosismo. O trabalho é mais forçado. Muitos dizem, infelizmente, que professores não querem trabalhar. Inclusive um vereador de uma cidade próxima. Isso é muito comum na sociedade, infelizmente. Nós queremos dizer que os professores trabalham mais. Em 2020, por exemplo, tivemos uma carga horária extenuante e o salário teve que ser diminuído”, declara Marcos Mariano.

Fiscalização

Na segunda-feira, 22, o Sindicato protocolou uma solicitação junto à Vigilância Sanitária municipal para investigar o caso de irregularidades em uma das escolas particulares de Uberaba. Na ocasião, o setor também exigiu trabalho ostensivo da fiscalização para coibir as práticas que vão contra as normas sanitárias.

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde diz estar ciente da situação e a diretoria de Vigilância em Saúde esclarece que o setor de Vigilância Sanitária atende às demandas conforme vão sendo recebidas. Garante, ainda, que toda a equipe está empenhada nas diversas atividades sob a responsabilidade da seção.

A nota ressalta que “em uma cidade de mais de 300 mil habitantes, a equipe atua frente a todas as solicitações e irá atender à denúncia recebida, conforme já informado ao denunciante. A fiscalização tem sido feita, não apenas em unidades escolares, mas também em outras instituições, conforme a necessidade e programação do órgão, com foco no cumprimento das regras sanitárias”, conclui.


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