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CIDADE

Psicólogo diz que a permissão é uma experiência válida para o país

Questionado sobre o impacto que a liberação para o uso pessoal iria ocasionar em Uberaba, psicólogo é enfático

- Por Letícia Morais Última atualização: 30/08/2015 - 18:59:33.

 

A descriminalização do uso da maconha tem gerado polêmica e discussão em todos os lugares. Para o psicólogo clínico, especialista em Criminologia e Dependência Química, Alexandre Guimarães, essa é uma discussão que deveria ter sido feita nas décadas de 80 e 90. “A maconha é um tema passado, não é tão perniciosa e prejudicial quanto o crack, que é o problema do Brasil hoje e, principalmente, de Uberaba”, afirma.

Segundo o psicólogo, fumar maconha é crime de menor potencial ofensivo. Questionado sobre o impacto que a liberação para o uso pessoal iria ocasionar em Uberaba, Alexandre é enfático. “Uberaba é uma cidade de médio porte. Então, acredito que tudo que vai acontecer em Belo Horizonte, acontecerá aqui em menor escala”, pontua.

Para ele, a legalização é uma tentativa válida. “Não custa fazermos uma experiência, como o Uruguai e Seattle (EUA). O direito brasileiro é vivo, é uma experiência; se não der certo, volta atrás”. Alexandre afirma que, apesar de não ser liberado na lei, na prática é. “O cidadão tem todo o direito de fazer o que bem entender com o seu corpo. Isso é um crime contra a saúde pública”.

Relaxamento, leve estado de euforia e riso sem motivo são alguns dos efeitos causados no sistema nervoso central produzidos pelo uso de cannabis ou simplesmente maconha. De acordo com o psicólogo, a maconha funciona como depressora do sistema nervoso. “Em comparação com outra pessoa, que não fez uso de nenhuma substância, ela diminui o funcionamento do corpo como um todo”, explica.  

O psicólogo esclarece que não há comprovação sobre quando a pessoa se torna dependente química. “A pessoa pode usar 100 ou 300 vezes e não se tornar um dependente, é um uso recreativo. Já a heroína e o crack geram dependência logo nos primeiros usos”, afirma o especialista. Com relação à quantidade considerada ‘segura’, o psicólogo garante que depende de cada organismo, do peso, da idade e das experiências de vida de cada um.

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