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Entenda a diferença entre educação sexual e erotização precoce

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12/05/2021 - 00:00:00. - Por Raiane Duarte

Quando o assunto é educação sexual de crianças e adolescentes, muitas pessoas têm uma visão errônea do que de fato são os projetos educativos. Ao se falar sobre sexualidade, atualmente, percebe-se uma forte erotização precoce de crianças, porém, a educação sexual visa justamente o oposto, ela tem o intuito de proteger esses meninos e meninas. Frases como: “ela tem doze anos e já tem o corpo de uma mulher”, ou "teve relação e foi porque quis", "aconteceu porque provocou", remetem a uma erotização de corpos que não estão formados e nem preparados para relações sexuais. 

"As pessoas confundem muito a erotização precoce e a educação sexual. Essa segunda é importantíssima e precisa ser debatida dentro das escolas. Quando falamos em potencializar a educação sexual, não falamos de ensinar garotos e garotas precocemente a praticarem atos sexuais. Estamos falando de passar conhecimento para que eles possam se defender", afirmou o promotor de Defesa da Infância e da Juventude, André Tuma, durante entrevista para o programa JM News 2ª Edição da Rádio JM.

Para explicar ainda melhor o que é a educação sexual, o promotor usou um exemplo didático utilizado: “Precisamos ensinar as crianças a não confiarem em todo mundo. Tem uma coisa muito legal que se chama semáforo do toque, que é justamente nessa ideia da educação sexual, das crianças saberem onde que podem ser tocadas. Pode tocar no cabelo? Não tem problema, sinal verde. Pode tocar no umbigo? Bom, aí já tem que prestar atenção, sinal amarelo. Pode tocar nas genitais? Não, não pode, sinal vermelho."  

André Tumá reforça que nos últimos anos estão vindo à tona casos onde houve uma que descoberta da vida sexual cada vez mais cedo, contudo, vale pontuar que essa descoberta ocorre devido à violência. “A legislação estabelece que adolescentes e crianças com menos de 14 anos não têm maturidade sexual para nenhum tipo de ato sexual, então todo tipo de ato, ainda que o pré-adolescente venha a praticar, vai ser presunção de violência, esse consentimento não é válido”, pontua.

O promotor ainda completa que é necessário que o cuidador sempre fique atento aos sinais, pois quando uma criança está passando por abusos ela apresenta reações. Além dos sinais físicos, como hematomas e infecções sexualmente transmissíveis, existem os alertas comportamentais que podem ser um sinal de abuso ou não, mas que são, no mínimo, uma demonstração de que há uma necessidade de se prestar mais atenção.  

Entre os alertas estão: mudanças muito bruscas de atitude, agressividade, depressão, perda de sono, perda de apetite, uso de linguajar sexualizado, medo de contato com adulto e baixo rendimento escolar. Tuma ainda pontua que, apesar de muitos casos de violência ocorrerem no seio da família, hoje, com o ensino à distância e as crianças ficando o tempo todo em casa, eles estão mais expostos a internet, o que aumenta os riscos e, logo, a necessidade dos cuidadores de não baixarem a guarda.  


 

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