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Museu Dona Beja reabre em 2020 após cinco anos fechado ao público

Reforma do museu, que inclui reparos e modernização, custará cerca de R$ 1,5 milhão

02/12/2019 - 00:00:00.

Fotos/Divulgação Prefeitura de Araxá

Após mais de cinco anos fechado, o Museu Histórico Dona Beja será reaberto ao público em 2020. Ele passará por reforma, que inclui reparos e modernização, cujas obras serão de responsabilidade da Prefeitura de Araxá, que é a proprietária do imóvel agora. Serão investidos cerca de R$ 1,5 milhão. As obras já começaram na última semana de novembro.

O Museu Histórico Dona Beja passará a ter elevador, rampas, banheiros acessíveis e deck, além de passar por revisão em todo o madeiramento e telhado. A previsão é que a nova estrutura esteja pronta em julho de 2020, quando as visitas devem ser retomadas.

Segundo a Fundação Cultural Calmon Barreto (FCCB), que é a curadora do espaço, o contrato é de R$ 1.523.440,07. O projeto foi aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o Museu, que é um bem tombado e, por isso, terá todas as características preservadas.

O Museu Histórico Dona Beja foi fechado em abril de 2014 e, desde então, recebia manutenção semanal. O acervo de 468 peças ficou resguardado com vistoria constante e permanece sob a guarda da Fundação.

Dona Beja

Dona Beja foi figura polêmica e bastante influente no Brasil nos tempos de Império, acumulando fortunas e posses. Ela nasceu Ana Jacinta de São José em Formiga no ano de 1800 e chegou a Araxá em 1805. Com o passar dos anos, tornou o nome da cidade mineira famoso nacionalmente.

Foi do avô que recebeu o apelido “Beja” por este compará-la à doçura e à beleza da flor “beijo”. Ana Jacinta foi raptada aos 15 anos pelo ouvidor do Rei, Joaquim Inácio Silveira da Motta, e, por dois anos, viveu como amante dele em Paracatu, onde acumulou fortuna.

Ao voltar a Araxá, ela encontrou um ambiente hostil. A conservadora sociedade local não a via como vítima, mas como uma mulher sedutora de comportamento duvidoso. Entretanto, as mulheres da cidade consideravam-na um grande risco para os valores éticos da época. Sendo assim, tornou-se uma pessoa indesejada e marginalizada pela sociedade.

A lenda conta a existência de uma “Fonte da Jumenta”, água miraculosa, que concedia juventude, saúde e beleza a Dona Beija e onde ela banhava-se todos os dias. Ela teve uma filha com seu grande amor, que foi morto a mando da própria Dona Beja após descobrir que ele teria sido o mandante de uma surra que tomou de dois negros que a tocaiaram em uma estrada, deixando-lhe muito machucada.

Dona Beja decidiu partir de Araxá com a filha em meados de 1853, mudando-se para Bagagem, hoje Estrela do Sul, onde morreu em 1873 por conta de uma nefrite.

Em Araxá, o Museu Dona Beja, casarão onde ela morou, foi inaugurado em 1965 e abriga 200 anos de história.

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