EM ANÁLISE

Senado dos EUA pode votar em agosto indicação para embaixada no Brasil

Nome escolhido por Donald Trump já passou por comissão, mas posse em Brasília depende de aval do governo Lula

Publicado em 25/07/2026 às 10:30
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A indicação de Daniel Perez para chefiar a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil deve ser analisada pelo plenário do Senado americano no início de agosto. A previsão foi publicada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, após o nome escolhido pelo governo Donald Trump passar pelo Comitê de Relações Exteriores.

Perez está em um conjunto de nomeações que deve entrar na pauta dos senadores. Como o Partido Republicano tem maioria na Casa, a expectativa é de aprovação. Essa votação representa a etapa final do processo do lado dos Estados Unidos.

A eventual confirmação, porém, não garante posse imediata em Brasília. Para assumir o posto, o indicado ainda precisa receber o agrément, termo diplomático usado para o aval do país que receberá o embaixador. No caso, a decisão cabe ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Se o trâmite avançar, Perez poderá ocupar a embaixada antes da eleição presidencial no Brasil. Não há, no entanto, prazo obrigatório para a resposta brasileira. O tempo de análise varia conforme o país e o contexto diplomático.

Segundo a publicação, os Estados Unidos encaminharam o pedido formal ao governo brasileiro um mês depois de anunciarem publicamente a escolha de Perez. A prática usual na diplomacia é consultar previamente o país anfitrião antes de divulgar o indicado.

Integrantes do governo Lula avaliam que a condução do caso contrariou o procedimento previsto pela Convenção de Viena, tratado que organiza regras das relações diplomáticas entre países.

Caso Perez seja confirmado e aceito pelo Brasil, os Estados Unidos voltarão a ter embaixador no país após a saída de Elizabeth Bagley, indicada pelo ex-presidente Joe Biden. Atualmente, a missão diplomática americana é conduzida pelo encarregado de negócios Gabriel Escobar.

Daniel Perez é cubano-americano de primeira geração e nasceu em Nova York. Ele se mudou para a Flórida em 1993 e foi eleito para a legislatura estadual em 2017. Em seu site oficial, não há registro de experiência anterior em política externa.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, também tem trajetória ligada à Flórida e é filho de cubanos.

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