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O mês de julho é marcado pela campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização sobre os sarcomas, um tipo raro de câncer que representa entre 1% e 2% dos diagnósticos oncológicos em adultos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença pode surgir em diferentes partes do corpo e, por apresentar sintomas discretos nas fases iniciais, costuma ter o diagnóstico retardado.
Os sarcomas se desenvolvem nos chamados tecidos mesenquimais, que incluem músculos, ossos, cartilagens, gordura, tendões, vasos sanguíneos e outros tecidos de sustentação do organismo. Existem mais de 100 subtipos da doença, cada um com características, comportamento e tratamento específicos.
Entre os mais frequentes estão os sarcomas de partes moles, que geralmente aparecem como nódulos ou aumento de volume, principalmente nos braços e pernas. Segundo a American Cancer Society, cerca de 60% desses tumores surgem nessas regiões.
Embora, na maioria das vezes, os nódulos sejam indolores no início, especialistas alertam para sinais que merecem investigação médica, como crescimento progressivo da lesão, tamanho superior a cinco centímetros, endurecimento, dor, formigamento, fraqueza ou limitação dos movimentos.
De acordo com o oncologista Mateus Marinho, especialista em sarcomas, a raridade da doença faz com que aproximadamente 25% dos casos recebam inicialmente um diagnóstico incorreto, sendo confundidos com lipomas, cistos ou hematomas.
A confirmação depende de exames de imagem, como ressonância magnética e tomografia computadorizada, além de biópsia e análise laboratorial. Em alguns casos, testes moleculares ajudam a identificar alterações genéticas que orientam o tratamento.
Embora a maioria dos casos não tenha uma causa definida, pessoas com síndromes genéticas hereditárias, histórico familiar de câncer ou que já passaram por radioterapia apresentam maior risco para desenvolver a doença.
O tratamento varia conforme o subtipo e pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapias-alvo. Atualmente, os especialistas destacam que o cuidado é cada vez mais individualizado e realizado por equipes multidisciplinares.
A recomendação é procurar avaliação médica sempre que surgir um nódulo persistente ou qualquer aumento de volume que continue crescendo ao longo do tempo, mesmo sem dor, já que o diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso no tratamento.