
ChatGPT (Foto/Getty Images/Ilustrativa)
A OpenAI lança nesta quinta-feira (9) o GPT-5.6, novo modelo de inteligência artificial considerado o mais avançado já desenvolvido pela empresa responsável pelo ChatGPT.
O lançamento estava previsto para ocorrer anteriormente, mas foi adiado após um pedido do governo dos Estados Unidos, que demonstrou preocupação com possíveis riscos de segurança nacional e o uso da tecnologia por adversários estrangeiros.
Até então, o GPT-5.6 estava disponível apenas para um grupo restrito de parceiros aprovados pela OpenAI e pelas autoridades americanas.
Além do modelo principal, chamado GPT-5.6 Sol, a empresa também anunciou versões de menor custo, batizadas de Terra e Luna.
Segundo a OpenAI, os novos modelos apresentam avanços na capacidade de realizar tarefas de forma mais autônoma, especialmente em áreas como programação, análise de dados e cibersegurança.
A empresa afirmou ainda que o GPT-5.6 Sol teve desempenho semelhante a modelos concorrentes em testes voltados à avaliação de habilidades relacionadas à segurança digital.
Disputa global pela inteligência artificial
O lançamento ocorre em meio à disputa tecnológica entre Estados Unidos e China pela liderança no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial avançada.
Governos dos dois países têm aumentado a fiscalização sobre modelos considerados de alto potencial, devido ao receio de que essas ferramentas possam ser utilizadas em ataques cibernéticos ou em operações de inteligência.
Nos EUA, novas medidas passaram a permitir que desenvolvedores apresentem voluntariamente seus modelos mais avançados para análise antes de disponibilizá-los ao público.
A OpenAI informou que o GPT-5.6 passou por testes adicionais antes da liberação ampla.
Novos recursos e segurança
Entre os principais avanços esperados estão melhorias na capacidade de executar tarefas complexas com menos intervenção humana, tornando o ChatGPT mais eficiente para profissionais de tecnologia e empresas.
Apesar dos avanços, especialistas e autoridades seguem discutindo os limites e os riscos do uso de inteligências artificiais cada vez mais poderosas, principalmente em áreas sensíveis como segurança digital e manipulação de informações.
A chegada do GPT-5.6 reforça a corrida entre grandes empresas de tecnologia para desenvolver modelos capazes de resolver problemas mais complexos e atuar de maneira cada vez mais independente.