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Pelo menos 28 pessoas morreram e cerca de 100 ficaram feridas após uma nova onda de bombardeios russos contra a Ucrânia nesta segunda-feira (6). Os ataques atingiram Kiev, a cidade de Vyshneve e a região de Sumy, na véspera da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que será realizada em Ancara, na Turquia.
Segundo as autoridades ucranianas, 18 mortes foram registradas em Kiev, oito em Vyshneve e outras duas em Sumy, onde drones russos atingiram a região.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, classificou o ataque como "brutal" e voltou a cobrar dos aliados o envio de mais sistemas de defesa aérea, especialmente mísseis para os equipamentos Patriot, de fabricação americana.
De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, a Rússia lançou 68 mísseis e 351 drones durante a ofensiva. Zelensky afirmou que parte dos projéteis foi interceptada, mas destacou que o país ainda não possui capacidade suficiente para conter ataques com mísseis balísticos.
Na cúpula da Otan, prevista para esta terça-feira (7), Zelensky deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em busca de reforço no apoio militar ao país.
Enquanto isso, o Ministério da Defesa da Rússia informou ter realizado ataques contra instalações militares e de energia na Ucrânia. Moscou também afirmou ter derrubado mais de 500 drones ucranianos durante a madrugada.
Em resposta, o Exército ucraniano anunciou ter atacado a refinaria de Omsk, na Sibéria, considerada uma das maiores da Rússia e localizada a cerca de 2.500 quilômetros da fronteira ucraniana. O governo regional confirmou o ataque e informou que não houve vítimas.
A guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, continua sendo o conflito mais letal em território europeu desde a Segunda Guerra Mundial.