
(Foto/Divulgação)
A Prefeitura de Limeira (SP) iniciou, na manhã desta quarta-feira (17), a interdição dos acessos à Ponte do Esqueleto, local onde a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada sem a corda de segurança durante um salto de rope jump no último sábado (13).
O bloqueio começou por volta das 6h30. Em Cordeirópolis, município vizinho, a administração municipal também reforçou a interdição do outro lado da estrutura. Uma vala já existente no local será ampliada para dificultar o acesso de veículos e pedestres.
Desativada há cerca de 30 anos para o tráfego ferroviário, a Ponte do Esqueleto possui aproximadamente 40 metros de altura e se tornou conhecida pela prática de esportes de aventura, como ciclismo e saltos em queda livre.
Segundo a Prefeitura de Limeira, a medida foi adotada após o Governo Federal reconhecer a responsabilidade sobre a área e solicitar apoio operacional do município para ampliar a segurança até que intervenções definitivas sejam executadas.
De acordo com a administração municipal, obras permanentes, como construção de barreiras físicas, manutenção das valas e outras ações de contenção, continuam sob responsabilidade da União.
Histórico de acidentes
Além da morte de Maria Eduarda, a Ponte do Esqueleto acumula outros registros graves nos últimos anos.
Em abril de 2024, a ciclista Kelly Stefani de Oliveira Alves, de 39 anos, morreu após cair da estrutura. Já em agosto de 2025, duas mulheres ficaram gravemente feridas em outro acidente ocorrido no local.
Tragédia durante salto
Maria Eduarda participava de uma atividade de rope jump quando foi lançada da plataforma sem estar presa ao equipamento principal de segurança.
Imagens registradas por testemunhas mostram a jovem sendo posicionada para o salto e, logo após a queda, pessoas gritando desesperadamente ao perceberem que a corda não estava conectada.
A vítima caiu de aproximadamente 40 metros de altura e morreu no local.
Segundo a Polícia Civil, o equipamento que deveria sustentar a queda permaneceu preso à ponte e não foi conectado ao sistema utilizado no salto.
Seis pessoas foram detidas após o acidente. Três instrutores foram autuados em flagrante e permanecem presos. Em depoimento, eles afirmaram não saber explicar como ocorreu a falha nem quem seria o responsável pela conferência final dos equipamentos antes do salto.
A investigação segue em andamento para apurar responsabilidades pela morte da jovem.