
(Foto/Corpo de Bombeiros do RJ)
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que investiga se um dos helicópteros envolvidos na colisão registrada no último domingo (14), no Rio de Janeiro, realizava transporte aéreo clandestino.
Segundo a agência, a aeronave de prefixo PP-MAC já havia sido alvo de apuração em 2025, após uma denúncia relacionada à prestação irregular desse tipo de serviço. Durante o processo, os responsáveis pela aeronave foram autuados por se recusarem a fornecer informações solicitadas pela Anac.
Ainda conforme o órgão, o helicóptero passou a integrar uma lista de monitoramento da área de fiscalização. No entanto, durante operações realizadas em 2025 e 2026 em aeródromos do Rio de Janeiro, a aeronave não foi localizada.
O acidente aconteceu na manhã de domingo, nas proximidades da Avenida das Américas, na região do Recreio dos Bandeirantes. As duas aeronaves colidiram no ar e caíram sobre o estacionamento de uma concessionária de carros elétricos, provocando um incêndio que atingiu pelo menos 20 veículos.
As seis pessoas que estavam nos helicópteros morreram. Entre as vítimas identificadas estão os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac, além do produtor musical brasileiro Lucas Brito Chaves, do influenciador argentino Gaspar Prim, conhecido como Gaspi, e do diretor de videoclipes Lucas Vignale.
A identificação oficial do cantor e produtor musical norte-americano Oliver Tree Nickel, de 32 anos, ainda aguardava confirmação pelos órgãos responsáveis. Conhecido internacionalmente por sucessos como Life Goes On e Miss You, o artista cumpria agenda profissional no Brasil.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga as circunstâncias do acidente. A perícia foi realizada no local, e as autoridades aguardam a conclusão do laudo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que irá apontar as causas da colisão.