Sindicalistas conseguem agendamento de reunião com a prefeita Elisa Araújo (PSD) para a próxima semana e querem reabrir negociação salarial com o Executivo. A princípio, foi descartada a possibilidade de qualquer reajuste para o funcionalismo da Prefeitura este ano, porém os representantes da categoria apresentarão contraproposta à chefe do Executivo.
Em meio à polêmica devido à negativa de reajuste e aumento no tíquete este ano, a prefeita fez contato diretamente com o presidente do SSPMU (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba), Luís Carlos dos Santos, e marcou reunião com os representantes do funcionalismo para terça-feira (8). Com isso, assembleia que seria realizada esta semana foi adiada.
Na conversa por telefone, não houve sinalização da gestora quanto à reabertura de negociação. Ela apenas justificou a ausência no encontro que ocorreu com os sindicalistas no início desta semana e informou que estava cumprindo agenda em Uberlândia.
Ainda assim, o vice-presidente do SSPMU, Pablo Lemes, afirma que a intenção é dialogar com a prefeita e tentar chegar a um acordo para a campanha salarial deste ano.
Inicialmente, a pauta de reivindicações pleiteava 15% de reajuste e aumento de R$100 no tíquete-alimentação, o que foi negado pelo governo municipal. Lemes ponderou que será levada à mesa de negociação o pedido para conceder o índice de reajuste do salário mínimo ao restante do funcionalismo da Prefeitura. “Quem tem o mínimo como base já teve o reajuste no começo do ano. Agora tentaremos conseguir pelo menos o índice de 7,5%, que foi um pouco mais que a inflação, para os demais servidores. Se conseguirmos acordar esse reajuste, acreditamos que será positivo para levarmos à assembleia”, manifestou.
Apesar da expectativa dos sindicalistas, a Secretaria Especial de Comunicação manifestou que a reunião agendada será apenas uma visita de cortesia porque a prefeita ainda não esteve com os sindicalistas este ano. A pasta acrescentou que o encontro não tem o objetivo de reabertura da negociação salarial ou discussão sobre reajuste, porque a decisão do governo já foi tomada.
Tanto o funcionalismo da Prefeitura quanto os trabalhadores da Codau tiveram os pedidos de reajuste negados este ano. Apenas os educadores conseguiram assegurar a aplicação nos vencimentos do índice de 6,27% referente à revisão do piso nacional do magistério, anunciado pelo governo federal no início do ano.