ELEIÇÕES 2026

Cássio Soares lamenta opção do PL em não apoiar Simões, mas não vê decisão final

Em entrevista ao Café com Política, Soares afirmou que a tendência é a ampliação do arco de alianças para construção de um ‘grupo forte’

Simon Nascimento/Pedro Grossi/Érika Giovannini/ O Tempo
Publicado em 04/06/2026 às 14:35
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Cássio Soares é o presidente do PSD em Minas (Foto: Rodney Costa/ O Tempo)

O presidente do PSD em Minas Gerais e deputado estadual, Cássio Soares, lamentou a opção do Partido Liberal (PL) em não apoiar a pré-candidatura do governador Mateus Simões (PSD). Em entrevista ao Café com Política, Soares afirmou que sem os liberais, a tendência é a ampliação do arco de alianças para construção de um ‘grupo forte’. 

Apesar de indicar a busca por novas composições, o parlamentar não trata a decisão do PL como uma questão fechada ainda. Enquanto se distanciaram de Simões, os liberais intensificaram as conversas com o senador Cleitinho Azevedo e seu partido, o Republicanos. 

Nessa quarta-feira, durante entrevista exclusiva à reportagem de O TEMPO, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que a aliança entre PSD e PL foi inviabilizada por Simões. 

“Acho que nada é certo até as convenções partidárias acontecerem. E é óbvio que nós temos o nosso planejamento e a nossa opção é seguir em frente com o projeto, com planejamento de pré-campanha do governador Mateus à reeleição e estarmos prontos para o cenário que vier. É óbvio que nesse meio tempo nós vamos buscar as composições que nós acreditamos que possam ser construtivas para Minas Gerais, Não simplesmente pelo fato de ter que ganhar eleição e ter a vontade de ganhar a eleição, e sim ter um grupo forte para que a gente possa governar Minas Gerais e superar os problemas que a população enfrenta, com um governo forte e com apoio político”, disse. 

Vice

Sobre a vaga de vice na chapa de Simões, o presidente do PSD mineiro não cravou que o posto será ocupado por um integrante do Partido Novo. A presença na nominata na vice-governadoria era um desejo do ex-governador Romeu Zema (Novo), que chegou a estabelecer um acordo com Simões sobre a questão.  Na última segunda-feira, inclusive, Zema reiterou o desejo. 

“O que nós temos costurado entre Partido Novo e PSD é um apoio à candidatura do governador Mateus Simões à reeleição, e o nome de vice-governador será indicado pelo Partido Novo. Essa costura já está sacramentada, e é o que vai prevalecer", disse durante uma agenda em BH. No Novo, o nome mais cotado é o da vereadora de Belo Horizonte, Fernanda Pereira Altoé. 

Questionado, Cássio Soares afirmou que o ex-governador será envolvido nas negociações, mas não cravou o lugar do Novo. “Da última vez que eu falei que essa vaga estava em aberto, gerou uma crise dentro do Partido Novo, uma polêmica muito grande. Então, assim, existe um acordo feito em que o vice será indicado pelo governador Romeu Zema. Se será do Novo ou não, isso eu não sei dizer, mas fato é que, no momento certo, acho que sentaremos à mesa para fazer essa discussão”, disse. 

A questão será tratada, conforme Soares, buscando chegar a um nome qualificado. “O vice tem que ser uma figura que vai estar ao lado do governador para poder governar Minas Gerais e estar pronto nos momentos de viagens ou nos momentos de falta do governador. E segundo, é o nome que compõe ali também nesse processo eleitoral, com condições de poder ampliar o nosso leque de apoios e podermos chegar mais forte para vencer as eleições”, complementou. 

A dúvida do PSD sobre ter ou não o Novo na chapa de Simões não é um fato novo. Conforme mostrou O TEMPO, em março, já havia uma dúvida sobre a viabilidade do acordo sob o argumento de que era preciso buscar uma ‘chapa forte’ na corrida ao governo. 

Fonte: O Tempo

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