POLÍCIA FEDERAL

Busca e apreensão na casa de Bolsonaro não localiza armas nem munições, afirma defesa

Operação da Polícia Federal foi autorizada por Alexandre de Moraes e ocorreu após determinação para entrega de armamento registrado em nome do ex-presidente

Publicado em 08/07/2026 às 16:40
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Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) (Foto/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) (Foto/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Uma operação de busca e apreensão realizada na manhã desta quarta-feira (8/7) na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar, em Brasília, não resultou na localização de armas de fogo, munições, acessórios ou documentos de registro. A informação foi repassada pela defesa do ex-presidente.

De acordo com o advogado João Henrique Freitas, os agentes procuravam justamente por esses itens durante a diligência, que teria sido autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação da Polícia Federal ocorreu poucos dias depois de Moraes determinar que todas as armas registradas em nome de Bolsonaro fossem entregues à corporação.

Na sexta-feira (3), ao decidir pela manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente, o ministro determinou a entrega de dez armas registradas em seu nome. A defesa alegou que duas delas já haviam sido repassadas à Polícia Federal em abril de 2023, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), enquanto as outras oito estariam sob custódia do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.

Na segunda-feira (6/7), Moraes ordenou que essas oito armas fossem encaminhadas à Polícia Federal. Em resposta ao STF, o Comando do Batalhão de Polícia do Exército afirmou que apenas seis estavam armazenadas na unidade militar e que já haviam sido entregues à corporação.

Segundo o Exército, duas armas apontadas pela defesa não estavam sob sua guarda: uma pistola calibre 9x19 mm Parabellum e uma espingarda da marca Maestro Arms Company.

A pistola foi apreendida em junho deste ano durante uma blitz da Polícia Militar em Taguatinga (DF), quando estava com um militar do Exército que faz parte da equipe de segurança de Bolsonaro.

Sobre a espingarda, a defesa afirmou que a arma permanece em uma empresa importadora de artigos bélicos no Rio Grande do Sul. Segundo os advogados, o armamento teria sido recebido como presente pelo ex-presidente, mas nunca chegou a ser retirado do estabelecimento comercial.

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