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Alto custo inviabiliza uso de coquetel para tratar Covid na rede pública

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16/05/2021 - 00:00:00. - Por Gisele Barcelos

A Anvisa já liberou três medicamentos experimentais contra a Covid-19 para uso emergencial no Brasil, mas o preço do coquetel de anticorpos inviabiliza a utilização do novo tratamento na rede pública em Uberaba. O valor por dose é estimado em US$1.500, o que no câmbio atual representaria quase R$8 mil. A avaliação é do secretário municipal de Saúde, Sétimo Bóscolo.

De acordo com o titular da pasta, não há perspectiva de adotar o coquetel de anticorpos na rede pública em Uberaba. Ele explica que, no momento, o valor cobrado pelos medicamentos experimentais é muito alto para incluir nos tratamentos oferecidos pelo SUS. Com isso, é descartada a introdução da estratégia no manejo dos pacientes com Covid internados na cidade.

Em abril, a Anvisa liberou o uso emergencial do casirivimabe e o imdevimabe, das empresas Regeneron e Roche, no tratamento da Covid-19. O custo do tratamento é estimado entre US$1.500 e US$2.100.

Nos Estados Unidos, por exemplo, um acordo da farmacêutica Regeneron com o governo norte-americano previa o fornecimento de 300 mil doses pelo valor mínimo de US$450 milhões, ou US$1.500 por dose (R$7.951). Caso fossem tratados apenas 70 mil pacientes, esse valor poderia chegar a US$6.500 por dose (R$34.458).

Na última semana, a Anvisa liberou mais um medicamento experimental. Este foi o segundo coquetel de anticorpos monoclonais aprovado pela agência. É a associação do banlanivimabe e etesevimabe, produzidos pela farmacêutica Eli Lilly. A agência indicou ainda que a inclusão do tratamento no SUS depende da avaliação do Ministério da Saúde. Ainda não houve informação do preço da nova opção. 

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