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POLÍTICA

Em vídeo antes da medida, Piau lamentou pressão do Judiciário

27/05/2020 - 07:12:12. - Por Gisele Barcelos

Em vídeo publicado ontem pela manhã, antes da decisão da Justiça Federal, o prefeito Paulo Piau (MDB) afirmava “não estar em queda de braço com ninguém” e já lamentava pressão por parte do Judiciário contra a decisão de reabertura do comércio na cidade.

Na mensagem gravada previamente ao novo capítulo do imbróglio judicial, Piau declarava “não estar fácil ser prefeito” devido à “pressão de todos os lados por correntes contrárias de pensamento e até do Ministério Público e da Justiça”, em relação às medidas adotadas em meio à pandemia. Ainda assim, ele manifestou que as portas continuavam abertas para o diálogo com o Judiciário e as informações também estavam disponibilizadas no portal da transparência, inclusive com relatórios sobre compras emergenciais e gastos da Prefeitura no combate à Covid-19.

O prefeito ainda argumentou no vídeo que todas as ações adotadas no município em meio à pandemia de coronavírus estão dentro da legalidade e seguem o princípio de preservação à saúde e à vida. Segundo ele, o município formou um comitê técnico de enfrentamento à Covid-19, composto por profissionais da saúde, justamente para reunir os dados técnicos necessários para fundamentar a tomada de decisão do Poder Público. “Desde o início agimos com responsabilidade e no momento certo. Hoje os dados que temos demonstram isso”, declara.

O chefe do Executivo também ponderou que a cidade já ficou quase 30 dias em quarentena e depois o mesmo período com o comércio funcionando parcialmente para conter a disseminação do vírus, totalizando quase dois meses de restrições na economia.

PP ainda defendeu no vídeo que chegou o momento de avançar com a reabertura gradual da atividade econômica, mas pediu apoio da comunidade em cumprir as novas regras e reforçou que a liberação para o funcionamento de empresas pode ser cancelada se for observado um aumento acentuado nos casos da doença em Uberaba. “Se não houver comprometimento [da sociedade] e os dados ficarem piores, não tenham dúvidas: vamos retroagir. Se necessário for, fecharemos tudo de novo”, encerra.

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