O monstro do Triângulo
Estimado Leitor, em meados de fevereiro de 1972 os moradores de Capinópolis e Ituiutaba foram surpreendidos
Estimado Leitor, em meados de fevereiro de 1972 os moradores de Capinópolis e Ituiutaba (cidades mineiras separadas por
O criminoso era tão violento que deixava suas vítimas irreconhecíveis até mesmo para seus familiares. A crueldade era tanta que, mesmo depois de morto, os corpos eram dilacerados com golpes de facão, foice, cutelo, dentre outros objetos cortantes. Algumas vítimas, além de golpes já descritos, tinham seus corpos perfurados com vários tiros de armas de inúmeros calibres.
Não só pessoas eram vítimas desse maníaco. Cavalos, bois, porcos, bezerros, animais silvestres de médio porte também faziam parte do rol das vítimas. Como se tudo isso não fosse suficiente para aterrorizar as pessoas, crimes semelhantes foram descobertos também em Paracatu, cidade distante
Como as autoridades policiais não conseguiam explicar o que estava acontecendo, os moradores dessas cidades começaram a criar estórias, que passaram a circular no imaginário das pessoas. Some-se a isso o fato de que o triangulino, muito religioso, sempre teve um pendor para fomentar lendas e superstições. Surge, assim, o Monstro do Triângulo, como ficou conhecido o sádico criminoso.
A história mais recorrente que encontramos quando conversamos com as pessoas que viveram aqueles momentos é a de que, na região de Ituiutaba e Capinópolis, havia dois irmãos fazendeiros que, durante todas as suas vidas, disputaram entre si a hegemonia do lugar.
Para tanto, cada um ordenava a seus capangas que fizessem de tudo para prejudicar o outro. Por isso um ateava fogo no pasto da fazenda do irmão. Para se vingar, o ofendido mandava que destruísse a represa do ofensor. E assim, eles iam se consumindo
Em abril de 1972, o delegado Thacir Menezes Sia apresentou Orlando Sabino, um mulato com fortes problemas psiquiátricos, como sendo o Monstro do Triângulo. Semana que vem, voltaremos ao tema.
(*) doutorando em História e professor do Colégio Cenecista Dr. José Ferreira, da Facthus e da UFTM
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