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CIDADE

Cresce número de pedintes na região do terminal rodoviário

Situação chega a incomodar comerciantes e pessoas que passam pela região, além de provocar sujeira e mau cheiro

02/08/2020 - 00:00:00. - Por Daniela Brito

Reprodução


Pedintes e usuários de drogas se reúnem na praça do terminal rodoviário e geram transtornos a comerciantes

 

Comerciantes reclamam do aumento de pessoas em situação de rua nas imediações do terminal rodoviário. A maior parte é de pedintes e usuários de drogas que utilizam a praça e outros locais como moradia.

A situação gera mal-estar e prejudica as vendas dos comerciantes instalados na região, pois assusta clientes, além de incomodar pedestres e motoristas que transitam na região, causando insegurança e medo. Um comerciante, que prefere não ter o nome divulgado, diz que o problema é crônico e se potencializou com a pandemia.

Além disso, o local fica sujo e com mau cheiro, principalmente aos fins de semana, quando há distribuição de alimentos por grupos religiosos. “Ali, eles se alimentam, jogam os restos de comida no chão. Também usam a praça como banheiro, causando desconforto enorme a quem passa por ali”, diz o denunciante.

Maioria não é morador de rua e doações devem ser evitadas no local, diz secretário

Secretário de Desenvolvimento Social, Marco Tulio Cury assegura que há trabalho constante para atender pessoas em situação de vulnerabilidade no município. Segundo ele, a pasta cadastrou 204 nesta condição e 135 foram encaminhadas a instituições assistenciais ou acolhidas pelas próprias famílias. Além disso, há uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogos e assistentes sociais, que faz aconselhamento para quem insiste em permanecer em situação de rua para receber acolhimento.

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Em relação à praça da rodoviária, Marco Túlio Cury informa que a maior parte das pessoas não é formada por moradores de rua. Segundo ele, são pessoas que moram em pensões dos arredores se deslocam ao local com intenção de receber marmitex e donativos, como cobertores e roupas. “Eles sabem os horários da distribuição e vão para lá para receber lanche, almoço, refrigerante... Não são moradores de rua”, revela. Conforme explica, quando é feita a abordagem, eles também negam estar em situação de vulnerabilidade.

Neste sentido, o secretário orienta que as pessoas façam doações diretamente às instituições, que têm convênio com a administração municipal e fazem este trabalho de assistência social de atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade. 
 


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