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CIDADE

Lojistas pedem reabertura do comércio em manifestação pacífica e carreata

Os manifestantes se concentraram na rotatória em frente ao Shopping Uberaba e seguiram rumo à Prefeitura

28/05/2020 - 15:09:35. - Por Raiane Duarte Última atualização: 28/05/2020 - 16:12:20.

Foto/Raiane Duarte

Após se concentrarem na rotatória na avenida Santa Beatriz da Silva, em frente ao Shopping Uberaba, lojistas seguiram em carreata rumo à Prefeitura e em seguida para o prédio da Justiça Federal. Eles iniciam uma série de manifestações pacíficas contra a suspensão do Decreto 5555/20. O ato cobra da Justiça Federal e do Ministério Público a reabertura do comércio sem barreiras físicas para impedir a entrada dos clientes. 

Maria Emília Tiveron é lojista tanto no Shopping Uberaba quanto em estabelecimento no centro e explica que a manifestação conta com a participação de todos os setores do comércio e busca decisões concretas. “Estamos nesse campo de indecisão há mais de 65 dias sem poder trabalhar, as empresas estão morrendo; reabre, fecha, não tem como ficar desta forma.”

Nesta segunda-feira (25), a Prefeitura Municipal de Uberaba divulgou o novo decreto que permitia a abertura de shoppings e centros comerciais, funcionando de 12h às 20h, de segunda a sábado. Porém, no dia seguinte, uma liminar concedida pela Justiça Federal suspendeu o documento e restabeleceu a validade do decreto anterior que permitia apenas a abertura parcial das lojas e com barreiras físicas na entrada para impedir a circulação de clientes no interior.

“Estamos seguindo todas as normas, o Shopping e as lojas se adaptaram, o comércio de rua também e não estamos conseguindo trabalhar e sobreviver, empregos e famílias dependem de nos”. A lojista ainda pontuou que durante estes dois meses eles contaram com o auxílio do governo e com a possibilidade de afastar o funcionário de forma que ele continuasse recebendo. “Mas agora dia 30 termina o prazo, como iremos fazer? Não tem como mais ficar fechado!”.

Ainda segundo a lojista, a segunda e terça-feira foram positivas para a economia. “Abrimos, foi aquela alegria, teve um movimento muito organizado e tranquilo e apenas o pessoal que precisava comprar saiu às compras. Fizemos demarcação no chão. Uso de máscara, álcool em gel, distanciamento, segunda e terça dois dias muito bons, mas soltou a decisão de suspensão do decreto. Ontem abrimos, mas foi um fracasso e hoje fechou de novo, tem mercadoria perdendo, principalmente setor de alimentação".

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