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CIDADE

General que contrapôs Bolsonaro diz que Lava-Jato sofre ofensiva

Militar avalia que no campo da economia e da segurança pública a perspectiva do país é muito boa

09/10/2019 - 00:00:00. - Por Luiz Gustavo Rezende Última atualização: 09/10/2019 - 07:11:43.

Israel Júnior


General da reserva Eduardo Rocha Paiva desembarcou ontem em Uberaba para palestra no curso da Escola Superior de Guerra

O general da reserva Luís Eduardo Rocha Paiva, que se envolveu em polêmica com o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL), desembarcou em Uberaba para palestrar no curso da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg). 

Em entrevista ao Jornal da Manhã, ele afirmou que o governo federal, em nove meses de administração, tem altos e baixos e vê ofensiva contra a operação Lava-Jato. “A perspectiva é muito boa na economia, se as reformas se concretizarem, e na segurança pública, no combate à criminalidade. É uma atuação no meio-termo na questão do combate à corrupção, porque está havendo reação muito grande daqueles que não querem perder suas posições”, aponta Rocha Paiva. Segundo análise do general, há uma reação contra o combate à corrupção no Congresso Federal e no Supremo Tribunal Federal (STF). “Estão envolvidas altas lideranças do campo político e jurídico, e isso está no STF e no Congresso Nacional. É como dizemos popularmente, estão querendo melar a Lava-Jato”, posiciona.

Este ano o general criticou declarações do presidente da República contra governadores do Nordeste. Na ocasião, Jair Bolsonaro chamou o general de melancia, numa alusão de um militante esquerdista, sendo verde-militar por fora e vermelho-comunista por dentro. Questionado sobre a polêmica que se envolveu com o presidente, Rocha afirmou que emitiu sua opinião e, depois de ser respondido, achou melhor não rebater a crítica. 

Anistia. Conselheiro da Comissão de Anistia e criticado por ir a sessões com livro de Carlos Alberto Brilhante Ustra, Luís Eduardo Rocha Paiva defendeu a Lei de Anistia ontem. “Não, não se deve mexer na Anistia, porque aí quebra a confiabilidade de um princípio que serve, em situações de conflito, para chegar a uma paz nacional”, estima. Em relação aos benefícios concedidos pela Comissão da Verdade, Rocha defendeu que sejam mantidos. “Desde que esteja comprovado que tenha sido uma perseguição, exclusivamente política, a lei os ampara e a lei não deve ser mudada”, posiciona. As palestras ministradas pelo general têm como tema a revolução socialista permanente no Brasil e “A verdade sobre a Comissão da Verdade”.

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