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CIDADE

Faltam estrutura e consciência para liberação do uso

País não está preparado para descriminalização das drogas para uso pessoal, na opinião da advogada criminalista Roberta Toledo

- Por Geórgia Santos Última atualização: 30/08/2015 - 18:52:58.

 

País não está preparado para descriminalização das drogas para uso pessoal, na opinião da advogada criminalista Roberta Toledo. O assunto está sendo discutido no Supremo Tribunal Federal (STF) e, de acordo com a advogada, para que haja a liberação, é preciso que o Brasil tenha estrutura adequada, assim como acontece em países como Holanda, Bélgica e Dinamarca. “Sou a favor da descriminalização das drogas para uso pessoal se tivéssemos uma realidade diferente, assim como acontece na Holanda, por exemplo, em que existe um nível de consciência de maturidade, uma estrutura estatal em que as pessoas têm condições de decidir. O Brasil ainda não tem uma estrutura estatal para isso, e o que me preocupa é que se houver essa descriminalização, quem vai oferecer a droga ao usuário?”, argumenta.

Roberta explica que não existem estabelecimentos que fornecem drogas como maconha, por exemplo. Os usuários compram dos traficantes, e se liberar o uso sem que haja local correto para a venda, o tráfico continua sendo alimentado. “Então, para liberar, o Estado precisa assumir a distribuição da droga. Os usuários seriam cadastrados, seria preciso ter clínicas de reabilitação suficientes para atender à demanda daqueles que desejam largar a droga. São necessários espaços públicos para o uso da droga, política pública, estrutura. Enfim, esta é uma situação na qual o Brasil não se encontra e, por isso, não sou favorável”, afirma Roberta, que também destaca que se o Estado oferecer toda essa estrutura, assumindo a distribuição da droga, poderia até diminuir o tráfico de drogas e, consequentemente, a violência.

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