ASTEROIDE BENNU

Um dos asteroides mais vigiados pela Nasa tem risco de atingir a Terra; veja o que se sabe

Publicado em 14/07/2026 às 08:55
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Imagens capturadas em 2 de dezembro de 2018 pela câmera PolyCam da sonda OSIRIS-REx mostram os quatro lados do asteroide Bennu (Foto/Divulgação NASA)

Imagens capturadas em 2 de dezembro de 2018 pela câmera PolyCam da sonda OSIRIS-REx mostram os quatro lados do asteroide Bennu (Foto/Divulgação NASA)

O asteroide Bennu, um dos objetos espaciais mais monitorados pela Nasa, tem uma chance estimada de 1 em 2.700 (0,037%) de colidir com a Terra em 24 de setembro de 2182, segundo um estudo baseado em dados coletados pela missão OSIRIS-REx.

Apesar da probabilidade extremamente baixa, Bennu segue entre os asteroides considerados de maior interesse para o monitoramento da agência espacial por causa de seu potencial de impacto.

Com cerca de 500 metros de diâmetro, o objeto faz uma aproximação da Terra, em média, a cada seis anos. Os cientistas afirmam que um momento decisivo ocorrerá em 2135, quando Bennu passará próximo ao planeta. Dependendo da influência da gravidade terrestre, sua órbita poderá ser alterada.

Se o asteroide atravessar uma estreita região do espaço conhecida como "buraco gravitacional", sua trajetória poderá ser desviada de forma a aumentar a possibilidade de colisão décadas depois.

A missão OSIRIS-REx, que visitou Bennu entre 2018 e 2023, permitiu reduzir significativamente as incertezas sobre sua órbita. Mesmo assim, a Nasa reforça que o risco continua muito pequeno e que o monitoramento será mantido.

O que aconteceria em caso de impacto?

Segundo os pesquisadores, uma eventual colisão liberaria energia equivalente à explosão simultânea de 22 a 24 bombas atômicas de grande potência, provocando destruição em escala regional.

No entanto, os cientistas destacam que Bennu não representa risco de extinção global, diferentemente do asteroide associado ao desaparecimento dos dinossauros há cerca de 66 milhões de anos.

Além do monitoramento da trajetória, as amostras trazidas pela missão OSIRIS-REx continuam sendo analisadas para ajudar os pesquisadores a compreender a formação do Sistema Solar e aprimorar estratégias de defesa planetária contra possíveis ameaças futuras.

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