Presidente dos Estados Unidos afirma estar entre os principais alvos do governo iraniano e volta a endurecer o discurso em meio às tensões entre os dois países
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (10) que deixou instruções para que o país realize um ataque de intensidade "sem precedentes" contra o Irã caso seja assassinado. A declaração foi dada ao jornal norte-americano New York Post um dia após a divulgação de informações sobre um suposto plano iraniano para matá-lo.
"Estou na lista deles há muito tempo. É com isso que estamos lidando", afirmou Trump. Segundo o presidente, a orientação deixada ao governo norte-americano prevê uma resposta militar imediata. "Se algo acontecer, deixei instruções para bombardeá-los com níveis que eles nunca viram antes", declarou.
As declarações ocorrem após o Wall Street Journal informar que a inteligência de Israel compartilhou com autoridades dos Estados Unidos informações indicando a suspeita de que integrantes do governo iraniano desejariam assassinar Trump. O presidente, no entanto, negou ter recebido esse alerta diretamente de Israel, embora tenha reiterado que se considera um dos principais alvos do regime iraniano.
De acordo com a CNN, as informações compartilhadas não descreviam um plano formal de execução, mas apontavam que Ahmad Vahidi, comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, teria interesse na morte do presidente norte-americano.
Não é a primeira vez que Trump faz esse tipo de declaração. Em janeiro de 2025, ele afirmou que já havia deixado orientações para uma resposta militar caso fosse assassinado, dizendo que o Irã seria "obliterado" nessa hipótese.
Protesto durante funeral
Na quinta-feira (9), manifestações contra Trump também marcaram o funeral do aiatolá Ali Khamenei, no Irã. Durante o ato, participantes exibiram cartazes com mensagens contra o presidente norte-americano e entoaram palavras de ordem com ameaças dirigidas a ele.
Além dos gritos contra Trump, manifestantes repetiram slogans tradicionais da Revolução Islâmica, como "Morte à América", frequentemente utilizados em eventos oficiais e manifestações no país.
As declarações de Trump aumentam novamente a tensão entre Washington e Teerã, após semanas marcadas por confrontos militares, negociações interrompidas e sucessivas ameaças entre os dois governos.