Teste já é cobrado no concurso de ingresso, mas corporação estuda ampliar controle ao longo da carreira
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) estuda criar a exigência de exames toxicológicos periódicos para militares da corporação. A possibilidade foi informada pelo porta-voz da instituição, capitão Rafael Veríssimo.
Atualmente, o teste toxicológico já faz parte das exigências para quem ingressa na PMMG por concurso público. A mudança em análise ampliaria a verificação para militares que já estão na carreira.
De acordo com o capitão, a proposta ainda passa por avaliação interna e depende de base legal. “Em relação à implementação, é algo que já está em estudo pela instituição. Está sendo avaliado. Evidentemente, precisamos de uma previsão legal para isso. É uma tratativa que também precisa acontecer com outros órgãos”, afirmou Veríssimo.
A declaração foi dada durante o velório da capitã Michele Leão Azevedo, morta na segunda-feira (20). Segundo as informações disponíveis, ela foi levada sem sinais vitais e com vários ferimentos pelo corpo a uma unidade de saúde pelo companheiro, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira.
Ainda conforme o porta-voz, a adoção de exames ao longo da carreira poderia auxiliar ações de prevenção e encaminhamento para tratamento, além de contribuir para evitar situações de violência.
“Esse tipo de exame pode auxiliar, sim, em ações preventivas, tanto para tratamento quanto para evitar um contexto criminal como esse”, declarou o capitão.