CALOR HISTÓRICO

Europa registra calor histórico acima de 43°C e amplia alertas para a população

Onda de calor eleva temperaturas acima dos 40°C, provoca alertas máximos em vários países e aumenta o risco de incêndios, problemas de saúde e mortes.

Publicado em 28/06/2026 às 08:51
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 (Foto/Divulgação)

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Uma intensa onda de calor atinge diversos países da Europa neste fim de junho, levando os termômetros a níveis históricos e colocando milhões de pessoas em alerta. O fenômeno tem provocado impactos na saúde pública, na agricultura, na infraestrutura e reforça os efeitos das mudanças climáticas sobre o continente.

Na França, o calor atingiu níveis inéditos. A cidade de Pulluau registrou 43,8°C, enquanto a temperatura média nacional alcançou 30°C, a maior já registrada para o mês de junho. Diante da situação, 58 departamentos foram colocados em alerta vermelho, o nível máximo de vigilância.

A Espanha também enfrenta temperaturas recordes. Os dias 23 e 24 de junho foram os mais quentes já registrados para o período, segundo a agência meteorológica do país. Em Bilbao, os termômetros marcaram 42,7°C.

Outros países europeus também registraram calor intenso. Na Suíça, a cidade de Basileia atingiu 38°C, estabelecendo um novo recorde para junho. Já a Alemanha emitiu alertas vermelhos para cidades como Bonn, Frankfurt e Colônia, enquanto o Reino Unido também registrou temperaturas acima da média em diversas regiões.

Especialistas apontam que a Europa é o continente que mais aquece no planeta. Dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM) indicam que a temperatura média europeia aumentou cerca de 2°C nos últimos 50 anos, tornando as ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas.

Além das altas temperaturas durante o dia, um dos principais fatores de preocupação são as chamadas noites tropicais, quando os termômetros não ficam abaixo de 20°C. Nessas condições, o corpo humano tem mais dificuldade para dissipar o calor acumulado, aumentando o risco de estresse térmico, desidratação e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias.

Nas grandes cidades, o chamado efeito de ilha de calor urbana agrava ainda mais a situação. Áreas com grande concentração de concreto e pouca vegetação podem registrar temperaturas até 5°C superiores às regiões vizinhas, prolongando o calor durante toda a madrugada.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, a massa de ar quente que se formou na Península Ibérica deve avançar em direção aos Bálcãs nas próximas semanas. A previsão é de que grande parte da Europa Ocidental, Central e do Sul continue registrando temperaturas entre 3°C e 10°C acima da média para esta época do ano.

A Organização das Nações Unidas (ONU) também acompanha a situação. O secretário-geral António Guterres alertou que os últimos anos têm sido os mais quentes já registrados e reforçou que eventos extremos, como esta onda de calor, tendem a se tornar mais frequentes devido às mudanças climáticas.

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