TUBERCULOSE

Brasil registra quase 86 mil casos de tuberculose; especialistas reforçam importância da vacina BCG

Publicado em 01/07/2026 às 07:52
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A vacina BCG, aplicada logo após o nascimento, continua sendo a principal proteção contra as formas mais graves da tuberculose em crianças. No Dia da Vacina BCG, celebrado nesta terça-feira (1º), especialistas reforçam a importância da imunização diante do aumento de casos da doença no país.

Segundo o Boletim Epidemiológico Especial Tuberculose 2025, do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 85.936 novos casos da doença em 2024, o maior número dos últimos anos. A incidência chegou a 40,1 casos por 100 mil habitantes, mantendo o país entre os que concentram maior carga de tuberculose no mundo.

Embora a vacina não impeça totalmente a infecção nem proteja de forma consistente contra a tuberculose pulmonar em adolescentes e adultos, ela reduz significativamente o risco das formas mais graves da doença na infância, como a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa.

O pediatra Tomaso Zanato Francia explica que a recomendação é aplicar a BCG o mais cedo possível após o nascimento, desde que o bebê tenha mais de dois quilos. Em Minas Gerais, porém, alguns profissionais têm optado por aguardar o resultado do teste do pezinho ampliado, que inclui a triagem para erros inatos da imunidade, antes da vacinação.

Segundo o especialista, a vacina oferece cerca de 74% de proteção contra todas as formas de tuberculose e chega a 90% de eficácia contra as formas mais graves, responsáveis pela maior parte das complicações e mortes em crianças.

A tuberculose é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis e é transmitida pelo ar, principalmente por pessoas com a forma pulmonar da doença. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 84% dos casos registrados no Brasil são desse tipo.

Para o infectologista Adelino de Melo Freire Jr., presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, fatores como vulnerabilidade social, moradias precárias, aglomeração, desnutrição e dificuldade de acesso aos serviços de saúde contribuem para a manutenção da doença no país.

O especialista alerta que a tosse persistente por três semanas ou mais, especialmente quando acompanhada de febre, suor noturno, perda de peso ou sangue no escarro, deve ser investigada. Ele destaca ainda que o tratamento da tuberculose é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e apresenta altas taxas de cura quando seguido corretamente.

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